Maioria das bolsas da Europa fecha em queda
Terceira queda consecutiva nas vendas no varejo nos Estados Unidos leva desânimo para a Europa
LONDRES - A maioria das bolsas europeias fechou com ligeiras perdas nesta segunda-feira, após sinais conflitantes da economia dos EUA e preocupações com o crescimento global.
As vendas no varejo dos EUA surpreenderam negativamente em junho e recuaram 0,5%, para um valor sazonalmente ajustado de US$ 401,52 bilhões, segundo dados divulgados mais cedo pelo Departamento do Comércio. Foi a terceira queda mensal consecutiva e contrariou expectativas de uma alta de 0,2% nas vendas.
Por outro lado, o índice Empire State de atividade industrial do Federal Reserve de Nova York subiu para 7,39 em julho, de 2,29 em junho, acima da previsão dos analistas ouvidos pela Dow Jones, de 5,00.
Os investidores também acompanharam as últimas projeções de crescimento econômico do Fundo Monetário Internacional (FMI). Na revisão trimestral do Cenário Econômico Global (WEO, na sigla em inglês), o FMI fez hoje um ligeiro ajuste na projeção de expansão mundial deste ano, de 3,53% para 3,46%, e reduziu também a estimativa para 2013, de 4,1% para 3,9%.
Apesar da queda quase generalizada na Europa, o índice Stoxx Europe 600 encerrou hoje com um modesto ganho de 0,2%, para 256,73 pontos, após garantir uma alta de 0,7% na semana passada.
Em Londres, o índice FTSE-100 recuou apenas 0,07% e fechou aos 5.662,43 pontos, depois de variar o dia inteiro dentro de um estreito intervalo de 30 pontos. A G4S, provedores de soluções de segurança, despencou 8,7%, depois de revelar que espera ter uma perda de até 50 milhões de libras com o contrato que possui para os Jogos Olímpicos.
O índice CAC-40, de Paris, recuou 0,03%, para 3.179,90 pontos. Já em Frankfurt, o índice Dax teve um pequeno ganho de 0,13%, para 6.565,72 pontos. Em Milão, o índice FTSE Mib perdeu 0,36%, encerrando o pregão aos 13.664,81 pontos.
Nas principais praças europeias, o clima foi de cautela antes do depoimento do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que fala ao Senado amanhã e à Câmara na quarta-feira. A esperança dos investidores é ouvir, durante a fala de Bernanke, indicações de que o BC norte-americano poderá implementar uma terceira rodada de relaxamento quantitativo, após a recente série de indicadores econômicos fracos dos EUA.
Na França, a Peugeot continua "no olho do coração", segundo um trader da capital francesa, após o anúncio recente de um plano de reestruturação, que inclui a eliminação de até 8 mil empregos. As ações da montadora caíram 6,8% no pregão desta segunda.
Na Alemanha, os destaques de hoje foram o grupo varejista Metro e o fabricante de semicondutores Infineon, cujas ações avançaram 2,3% e 2,7%, respectivamente.
Na Itália, a queda do FTSE Mib foi influenciada pelos bancos: Mediobanca, UniCredit, Banco Popolare e UBI Banca caíram todos mais de 2% na sessão de hoje.
O índice Ibex-35, de Madri, destoou das demais bolsas ao cair 1,99%, fechando aos 6.532,10 pontos. Preocupações com a dívida soberana voltaram a pesar antes de importantes leilões de títulos do Tesouro espanhol, previstos para amanhã e quinta-feira. Também nesse caso, os bancos foram responsáveis pelas maiores perdas. O Bankia despencou 6,1%, o Banco Santander perdeu e o BBVA perdeu 3,1%. As informações são da Dow Jones.
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