Mercados na Europa fecham sem direção definida
Índice Stoxx Europe 600 subiu 0,4% e fechou aos 270,26 pontos, na quinta sessão seguida de alta
LONDRES - As bolsas europeias fecharam mais um pregão sem direção definida nesta quinta-feira, com algumas delas sustentadas por indicadores positivos dos Estados Unidos e pela expectativa de que o Banco Central Europeu (BCE) logo voltará a adotar medidas de estímulo para combater a crise da zona do euro, principalmente por meio de novas compras de títulos soberanos da Espanha e Itália. O índice Stoxx Europe 600 subiu 0,4% e fechou aos 270,26 pontos, na quinta sessão consecutiva de alta.
Dados macroeconômicos dos EUA superaram as expectativas mais cedo. O déficit comercial norte-americano caiu mais do que o esperado em junho, para US$ 42,92 bilhões, ante uma previsão dos analistas de US$ 47,6 bilhões. Já o número de trabalhadores que entraram pela primeira vez com pedido de auxílio-desemprego recuou na semana passada, e os economistas haviam projetado uma alta para o período.
Além disso, os últimos dados da China, que mostraram a desaceleração da inflação ao consumidor em julho, para 1,8%, e queda no ritmo de crescimento da produção industrial, que teve uma alta anualizada de 9,2% no mesmo mês, alimentaram esperanças de mais relaxamento monetário no gigante asiático.
Também deram suporte às ações europeias nesta quinta-feira balanços favoráveis de pesos pesados como a Nestlé e Novo Nordisk. Os volumes de negócios na Europa, no entanto, continuam fracos por causa das férias de verão no hemisfério norte, o que favorece a volatilidade.
Em Londres, o índice FTSE 100 fechou em alta de 0,1%, aos 5.851,51 pontos, apagando perdas de mais cedo após os números dos EUA. O Standard Chartered avançou 3,6%, depois de cair com força no começo da semana. A unidade norte-americana do banco britânico foi recentemente acusada de ter mediado pelo menos US$ 250 bilhões em transações ilegais com entidades iranianas.
O índice CAC-40, de Paris, registrou alta de 0,54%, para 3.456,71 pontos. Os destaques desta quarta foram Moët Hennessy Louis Vuitton (+2,76%), AXA (2%) e L''Oreal (+1,99%). Por outro lado, Électricité de France (EDF) caiu 1,01%.
Em Madri, o índice Ibex-35 recuou 0,56%, para 7.110,20 pontos, no segundo dia de realização de lucros após o rali das duas últimas semanas. No setor de energia, Gas Natural e Iberdrola caíram 3,3% e 1,7%, respectivamente. A maioria dos bancos espanhóis, que recentemente garantiram a aprovação pela União Europeia de um pacote de resgate de até 100 bilhões de euros, fechou em terreno negativo, com exceção do Bankia, que saltou 19,3% no pregão desta quinta-feira.
O índice FTSE Mib, de Milão, cedeu 0,08%, para 14.654,11 pontos. Telecom Itália caiu 1% e Mediaset ficou entre os destaques de alta, com ganho de 1,1%.
Em Frankfurt, o índice Dax encerrou o pregão praticamente estável, com uma ligeira queda de 0,02%, para 6.964,99 pontos. Commerzbank tombou 4,2% depois de seu balanço semestral frustrar os analistas. Já Deutsche Telekom recuou 2%, apesar de ter apresentado números sólidos do segundo trimestre do ano. Lufthansa perdeu 0,7% depois de os tripulantes de voo alemães votarem a favor de uma greve por melhores salários.
O índice PSI-20, de Lisboa, avançou 0,8% para fechar o dia aos 4.870,09 pontos. As informações são da Dow Jones.
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