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Mercados na Europa perdem com temor de calote da Grécia

Informação de que partido nacionalista é contra o pacote de austeridade levou insegurança às bolsas

10 de fevereiro de 2012 | 16h 05
Gabriel Bueno. da Agência Estado

LONDRES - Os principais índices das bolsas europeias fecharam em queda nesta sexta-feira, com a intensificação dos temores de um possível calote da Grécia. O partido nacionalista Laos, parte da coalizão governista, disse que não votará a favor de um pacote de austeridade, o que gerou novas dúvidas sobre as já difíceis negociações em andamento para o país evitar o default. O índice pan-europeu Stoxx 600 registrou baixa de 0,91%, ou 2,40 pontos, para 261,24 pontos, e na semana recuou 1,27%.

A Grécia teve hoje protestos nas ruas, além de uma greve geral de dois dias que começou nesta sexta-feira. Houve confrontos em Atenas e pelo menos uma pessoa foi detida. Agora, o país enfrenta a perspectiva de uma reforma no gabinete, enquanto precisa se apressar para aprovar novos cortes e garantir mais ajuda internacional.

No fim da quinta-feira, os ministros de Finanças da zona do euro exigiram que o Parlamento grego aprove as medidas de austeridade antes de aprovarem mais ajuda para o país, a fim de evitar um calote em março. Entre outras demandas, os ministros querem que os líderes políticos forneçam detalhes sobre os cortes adicionais de 325 milhões de euros. "Se o Parlamento se recusar a aprovar as medidas, a Grécia terá de deixar a zona do euro, porque eles entrariam em default", disse Mike Lenhoff, estrategista-chefe da Brewin Dolphin.

Na Bolsa de Atenas, o índice ASE teve queda de 3,2%, para 797,35 pontos. "Há muitos temores agora no mercado e os investidores estão fechando posições antes do fim de semana", afirmou um corretor local. Os bancos tiveram desempenhos ruins. National Bank caiu 9,5%, OPAP recuou 3% e OTE perdeu 2%.

O índice do sentimento do consumidor nos EUA também não ajudou. A leitura preliminar da Reuters/Universidade de Michigan caiu para 72,5 em fevereiro, de 75,0 em janeiro. A previsão era de manutenção de 75,0.

Em Londres, o índice FTSE 100 caiu 0,73%, para 5.852,39 pontos, e na semana recuou 0,82%. As ações do setor de mineração tiveram os piores desempenhos, com Kazakhmys (-4,5%) e Eurasian Natural Resources (-3,5%). Os bancos também pesaram, com RBS e Lloyds recuando 3,1% cada um.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC 40 recuou 1,51%, para 3.373,14 pontos. Na semana, o CAC 40 perdeu 1,60%. Os bancos se saíram mal, com BNP Paribas (-4,09%), Crédit Agricole (-4,84%) e Société Générale (-7,48%). Já Alcatel-Lucent fechou em alta de 12,13%, após divulgar balanço apontando lucro em 2011 e também números positivos no trimestre passado.

Em Frankfurt, o índice DAX teve queda de 1,41%, para 6.692,96 pontos, e na semana recuou 1,09%. Os bancos foram os mais afetados pela realização de lucros, com Commerzbank recuando 5,1% e Deutsche Bank perdendo 4%. Thyssenkrupp caiu 3,9%, após a Nomura rebaixar o rating do setor siderúrgico europeu para "neutro".

Na Itália, o índice FTSE MIB, da Bolsa de Milão, registrou queda de 1,76%, para 16.361,04 pontos, e na semana perdeu 0,48%. As ações dos bancos tiveram os piores desempenhos, com UniCredit recuando 4,7%, Banco Popolare caindo 3,7% e Intesa Sanpaolo perdendo 3,6%.

Em Madri, o índice Ibex 35 teve queda de 1,18%, para 8.797,10 pontos, e na semana fechou em queda de 0,72%. Os bancos, também na Espanha, estiveram entre os piores desempenhos, com Banco Popular (-3%), BBVA (-2%) e Santander (-2%). Em Lisboa, o índice PSI 20 recuou 0,84%, para 5.620,43 pontos, porém na semana o PSI 20 teve alta de 2,36%. As informações são da Dow Jones.

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