Oferta tira peso da Petrobrás e papéis figuram entre maiores altas
Ações da estatal avançam em torno de 2,50% e Ibovespa sobe 0,10%
03 de setembro de 2010 | 12h 43
Beth Moreira, da Agência Estado
A dSÃO PAULO - ivulgação hoje das condições da oferta de ações da Petrobrás deve tirar o peso dos papéis da estatal, dando espaço para recuperação daqui para frente, segundo avaliação de alguns operadores consultados pela Agência Estado. Além disso, o papel deve apresentar valorização mais forte entre hoje e segunda-feira, com a procura maior de acionistas que querem aumentar posição na empresa antes da primeira data de corte para a subscrição. Há pouco, Petrobrás PN subia 2,64% e ON avançava 2,21%, ambas entre as maiores altas do Ibovespa. No mesmo momento, o principal índice da Bolsa paulista registrava ganhos de 0,10%.
A Petrobras fará oferta pública de ações no Brasil e exterior, com distribuição primária de 2.174.073.900 novas ações ordinárias e 1.585.867.998 novas ações preferenciais, incluindo as sob forma de ADS (American Depositary Shares). Somando os lotes suplementar e adicional, a oferta pode atingir R$ 126,7 bilhões com base no prospecto, que usa a cotação de 1º setembro.
"Com a divulgação do aviso, mais detalhes da estrutura da oferta foram apresentados e as principais dúvidas começam a se dispersar", avalia o analista na Socopa Corretora, Osmar Camilo, que acompanha a Petrobrás. O analista lembra ainda que o papel sofreu forte pressão baixista desde que a companhia divulgou a intenção de fazer a operação, com a ação preferencial batendo no piso de R$ 25,00.
Outros dois operadores, que falaram sob a condição de não serem identificados, concordam que com a definição do cronograma da oferta as ações da Petrobrás ganham espaço para subir. Eles explicam que apesar do preço do barril do petróleo que será utilizado na cessão onerosa, de US$ 8,51% ser alto e não ter agradado muitos investidores, já estava precificado. "O preço só confirmou o que já havia sido ventilado no mercado", afirma.
Independentemente da repercussão ruim no mercado, que não gostou do preço fixado para o barril, segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, o governo já teria demanda para viabilizar a operação qualquer que seja o preço definido para o barril de petróleo na cessão onerosa da União. Conforme apurou o jornalista Vinicius Pinheiro, até mesmo investidores iranianos manifestaram o desejo de participar da oferta. Uma possibilidade em estudo seria a de os recursos do país comandado por Mahmoud Ahmadinejad entrarem via fundos com base em Londres.
O analista da Socopa acrescenta que a expectativa de que haveria forte pressão pela queda dos papéis da estatal até a divulgação do bookbuilding ganhou novos contornos após a publicação da Medida Provisória de nº 500, em 31 de agosto. "A possibilidade do fundo soberano poder colocar dinheiro na oferta tira essa pressão dos papéis durante a operação".
Data de corte
A distribuição das ações da Petrobrás ocorrerá em três ofertas: prioritária, destinada aos acionistas; de varejo, na qual empregados da companhia terão prioridade, e a institucional. Na primeira, a posição acionária válida será a de 10 de setembro, que é a primeira data de corte, e 17 de setembro, a segunda. Nessa oferta serão distribuídas até 80% da quantidade inicial de ações, ou seja, 1.739.259.091 ON e 1.268.694.377 PN. A relação para subscrição desses acionistas é de 0,342822790 ação ON ou PN da oferta prioritária para cada uma detida.
Com esse cronograma, um profissional lembra que acionistas que quiserem aumentar posição na empresa antes da primeira data de corte para a subscrição, em 10 de setembro, têm apenas até segunda-feira para comprar os títulos no mercado à vista. Isso porque depois que uma ação é adquirida, o prazo para que o título entre em custódia é de três dias. "Então quem comprar ação da Petrobrás no dia 8, por exemplo, ainda não a terá em custódia no dia 10", explica.
Ele lembra que a posição mantida pelos investidores nessa data será usada para a proporcionalidade da subscrição. A segunda data de corte está marcada para o dia 17. "Quem aumentar sua posição até o dia 17 terá direito a subscrever apenas o montante em carteira até o dia 10, mas quem reduzir a participação até o dia 17, também reduz seu direito de subscrição proporcionalmente", explica.
Operadores afirmam ainda que há uma dificuldade natural em saber qual será o comportamento das ações até a formação do preço da oferta, devido ao tamanho da operação. "Não sabemos até que ponto o processo seguirá ou não o padrão de comportamento visto em operações passadas", afirma.
Camilo, da Socopa, avalia que daqui para a frente, até a formação do preço no dia 23 de setembro as cotações devem apresentar certa volatilidade em virtude do rearranjo de posições e expectativas em relação à demanda pela oferta.
Outro operador concorda que com a divulgação das regras da oferta, o investidor se sente mais à vontade para se posicionar no papel, mas lembra que hoje, especificamente, as ações da Petrobrás também são beneficiadas pelo cenário externo positivo, após a divulgação de dados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho americano.
A Petrobras fará oferta pública de ações no Brasil e exterior, com distribuição primária de 2.174.073.900 novas ações ordinárias e 1.585.867.998 novas ações preferenciais, incluindo as sob forma de ADS (American Depositary Shares). Somando os lotes suplementar e adicional, a oferta pode atingir R$ 126,7 bilhões com base no prospecto, que usa a cotação de 1º setembro.
"Com a divulgação do aviso, mais detalhes da estrutura da oferta foram apresentados e as principais dúvidas começam a se dispersar", avalia o analista na Socopa Corretora, Osmar Camilo, que acompanha a Petrobrás. O analista lembra ainda que o papel sofreu forte pressão baixista desde que a companhia divulgou a intenção de fazer a operação, com a ação preferencial batendo no piso de R$ 25,00.
Outros dois operadores, que falaram sob a condição de não serem identificados, concordam que com a definição do cronograma da oferta as ações da Petrobrás ganham espaço para subir. Eles explicam que apesar do preço do barril do petróleo que será utilizado na cessão onerosa, de US$ 8,51% ser alto e não ter agradado muitos investidores, já estava precificado. "O preço só confirmou o que já havia sido ventilado no mercado", afirma.
Independentemente da repercussão ruim no mercado, que não gostou do preço fixado para o barril, segundo fontes ouvidas pela Agência Estado, o governo já teria demanda para viabilizar a operação qualquer que seja o preço definido para o barril de petróleo na cessão onerosa da União. Conforme apurou o jornalista Vinicius Pinheiro, até mesmo investidores iranianos manifestaram o desejo de participar da oferta. Uma possibilidade em estudo seria a de os recursos do país comandado por Mahmoud Ahmadinejad entrarem via fundos com base em Londres.
O analista da Socopa acrescenta que a expectativa de que haveria forte pressão pela queda dos papéis da estatal até a divulgação do bookbuilding ganhou novos contornos após a publicação da Medida Provisória de nº 500, em 31 de agosto. "A possibilidade do fundo soberano poder colocar dinheiro na oferta tira essa pressão dos papéis durante a operação".
Data de corte
A distribuição das ações da Petrobrás ocorrerá em três ofertas: prioritária, destinada aos acionistas; de varejo, na qual empregados da companhia terão prioridade, e a institucional. Na primeira, a posição acionária válida será a de 10 de setembro, que é a primeira data de corte, e 17 de setembro, a segunda. Nessa oferta serão distribuídas até 80% da quantidade inicial de ações, ou seja, 1.739.259.091 ON e 1.268.694.377 PN. A relação para subscrição desses acionistas é de 0,342822790 ação ON ou PN da oferta prioritária para cada uma detida.
Com esse cronograma, um profissional lembra que acionistas que quiserem aumentar posição na empresa antes da primeira data de corte para a subscrição, em 10 de setembro, têm apenas até segunda-feira para comprar os títulos no mercado à vista. Isso porque depois que uma ação é adquirida, o prazo para que o título entre em custódia é de três dias. "Então quem comprar ação da Petrobrás no dia 8, por exemplo, ainda não a terá em custódia no dia 10", explica.
Ele lembra que a posição mantida pelos investidores nessa data será usada para a proporcionalidade da subscrição. A segunda data de corte está marcada para o dia 17. "Quem aumentar sua posição até o dia 17 terá direito a subscrever apenas o montante em carteira até o dia 10, mas quem reduzir a participação até o dia 17, também reduz seu direito de subscrição proporcionalmente", explica.
Operadores afirmam ainda que há uma dificuldade natural em saber qual será o comportamento das ações até a formação do preço da oferta, devido ao tamanho da operação. "Não sabemos até que ponto o processo seguirá ou não o padrão de comportamento visto em operações passadas", afirma.
Camilo, da Socopa, avalia que daqui para a frente, até a formação do preço no dia 23 de setembro as cotações devem apresentar certa volatilidade em virtude do rearranjo de posições e expectativas em relação à demanda pela oferta.
Outro operador concorda que com a divulgação das regras da oferta, o investidor se sente mais à vontade para se posicionar no papel, mas lembra que hoje, especificamente, as ações da Petrobrás também são beneficiadas pelo cenário externo positivo, após a divulgação de dados melhores do que o esperado sobre o mercado de trabalho americano.
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