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Petróleo WTI sobe; Brent cai a menor nível em 17 meses

12 de junho de 2012 | 16h 58
ÁLVARO CAMPOS - Agencia Estado

NOVA YORK - Os contratos futuros de petróleo negociados na New York Mercantile Exchange (Nymex) fecharam em alta nesta terça-feira, interrompendo uma sequência de três sessões consecutivas de queda. Os ganhos da commodity acompanharam a alta das bolsas de Nova York que, por sua vez, foram impulsionadas pelas expectativas de novas ações do Federal Reserve para estimular a economia norte-americana.

O contrato do petróleo WTI mais negociado, com entrega para julho, subiu US$ 0,62 (0,75%), fechando a US$ 83,32 o barril. Na plataforma ICE, o barril do petróleo Brent para julho recuou US$ 0,86 (0,88%), fechando a US$ 97,14, o menor nível em 17 meses.

As expectativas de que o Federal Reserve possa agir para estimular a economia norte-americana aumentaram após o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, afirmar que uma política mais agressiva faria a taxa de desemprego no país cair mais rapidamente. O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) se reúne nos dias 18 e 19 de junho.

Os ganhos foram limitados pelo aumento na produção dos membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Em abril, a Opep produziu 32,964 milhões de barris por dia, uma alta de 631 mil barris por dia ante maio e o maior nível desde 2008. Além disso, a produção supera a estimava da própria Opep para a demanda mundial, de pouco mais de 30 milhões de barris por dia.

Após ter sugerido na segunda-feira um aumento no teto de produção da Opep, o ministro de Petróleo da Arábia Saudita parece ter voltado atrás. Questionado se buscaria um aumento do teto na reunião que acontece na quarta-feira, em Viena, Ali Naimi respondeu: "Eu? Por quê? Estou satisfeito com as coisas como estão".

"Parece que a produção vai continuar elevada e, nesses níveis, com a economia global nessa situação, isso é muito petróleo", afirma Carl Larry, diretor de consultoria de negociação da Oil Outlooks and Opinions. "Os sauditas estão irredutíveis na posição de não cortar a produção", acrescentou. As informações são da Dow Jones.



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