Vendas no varejo sobem 4,72% em 12 meses
Segundo a CNDL, as novas medidas adotadas pelo governo que visam a estimular o consumo já começaram a dar resultados
BRASÍLIA - O volume das vendas do varejo subiu 4,72% em janeiro, na comparação com janeiro de 2011, mas caiu 30,3% em relação a dezembro do ano passado. Os dados foram divulgados há pouco pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), com base no número de consultas realizadas em compras a prazo e pagamentos em cheque verificados pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil).
"Dezembro apresenta-se como a melhor data para o comércio em geral, de modo que uma queda de tal magnitude no índice de vendas é esperada para o mês de janeiro", analisaram os técnicos da entidade. O baixo movimento nessa comparação é explicado também pelo aumento do endividamento dos cidadãos devido às matrículas escolares, IPTU, IPVA e compras realizadas no Natal, conforme a CNDL.
Na comparação entre janeiro deste ano e janeiro de 2011, verificou-se que o ano começou em ritmo de expansão. Na avaliação da CNDL, as novas medidas adotadas pelo governo que visam a estimular o consumo já começaram a dar resultados. "A redução do IPI para a linha branca e do IOF para crédito para a pessoa física estão estimulando o consumo interno", ressaltaram os técnicos da entidade.
Inadimplência
A inadimplência do consumidor registrou alta de 2,91% em janeiro na comparação com mesmo mês de 2011 e pela primeira vez em três anos começa o ano em alta. Os técnicos da entidade ressaltam que o aumento da inadimplência ocorre há 12 meses consecutivos, desde fevereiro de 2011, tendo como comparação igual mês do ano anterior.
De dezembro de 2011 para o mês passado, porém, a inadimplência registrou queda de 6,36%. "Observamos que os consumidores estão procurando manter o orçamento em dia, mesmo com o comprometimento maior da renda em função do pagamento de impostos, matrículas e material escolar", ressaltaram os técnicos em documento distribuído há pouco, à imprensa.
Sobre a elevação do calote, a CNDL lembrou que em janeiro do ano passado vigoravam medidas contracionistas que tinham como objetivo frear o consumo. "Em outras palavras, a inadimplência provavelmente apresentou variação de maior magnitude como proporção do total de pagamentos sujeitos a serem contabilizados pelo SPC".
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