Desemprego em São Paulo cai para 5,7% em julho
Greve impediu a apuração das taxas no Rio e Salvador e não permitiu a divulgação do índice completo
RIO - A taxa de desocupação em São Paulo foi de 5,7%, menor que a registrada em junho, de 6,5%, segundo dados parciais da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgados na manhã dessa quinta-feira, 23, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em Porto Alegre, a taxa foi de 3,8%, menor do que os 4,0% de junho; Belo Horizonte, 4,4%, ante 4,5% no mês anterior; e Recife, 6,5%, ante 6,3% de junho.
Por conta da greve dos funcionários públicos, o IBGE não divulgou as taxas do Rio de Janeiro e Salvador, o que impediu a divulgação do índice completo. A principal dificuldade é conseguir reunir informações de qualidade que possibilitem a análise dos dados de emprego nas duas regiões metropolitanas.
A região metropolitana de São Paulo foi a única entre as quatro regiões cujos dados foram divulgados hoje a apresentar queda de população desocupada relevante em comparação com junho, registrando baixa de 12,4% de um mês para outro. Em contrapartida, o índice de ocupação manteve-se estável, em 0,1%, o que significa que, embora a desocupação em São Paulo tenha caído, não estão sendo gerados novos postos de trabalho na região.
"O pessoal que estava procurando emprego foi para a inatividade. Não significa dizer que as pessoas conseguiram emprego. Isso é normal em alguns períodos", comentou Azeredo. "Estamos vivendo um processo de transição, de início do processo produtivo. É de se esperar que a taxa caia, principalmente em São Paulo. Mas temos que esperar mais resultados para tentar entender quem é essa população que deixou de procurar emprego."
Uma das alternativas apontadas pelo técnico do IBGE é que as pessoas que ficaram desempregadas estão com tudo acertado para iniciar novo trabalho e, por isso, informam não procurar emprego. "Mas não temos como saber com certeza. É preciso aguardar um pouco mais", disse.
Formalidade
O emprego com carteira assinada no setor privado cresceu 3,5% em São Paulo em julho na comparação com julho de 2011.
Ainda em comparação com o mesmo mês do ano passado, foi registrado crescimento no emprego com carteira no setor privado em Belo Horizonte, de 3,6%, e Porto Alegre, de 1,8%. Em Recife, foi registrada queda de 0,6%. Ante junho, o IBGE não registrou variação significativa em nenhuma das regiões pesquisadas.
Rendimento médio
O rendimento médio real caiu nas regiões metropolitanas de Recife (-3,5%), Belo Horizonte (-1,8%) e São Paulo (-1,1%), na passagem de junho para julho deste ano, segundo dados parciais da Pesquisa Mensal de Emprego, do IBGE. Na região metropolitana de Porto Alegre, o rendimento ficou estável.
Em comparação com julho de 2011, o rendimento médio real de julho de 2012 cresceu nas quatro regiões metropolitanas pesquisadas: 5,2%, em Belo Horizonte; 1,8%, em São Paulo; 5,1%, em Recife; e 0,7%, em Porto Alegre.
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