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15 de Abril de 2010

 

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Barreto prevê alta nominal de 10% da arrecadação em 2011

Secretário da Receita não quis projetar a expansão em termos reais, quando há correção dos números pelo IPCA, por conta do impacto da inflação

20 de janeiro de 2011 | 16h 44
Célia Froufe, da Agência Estado

BRASÍLIA - O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, estimou há pouco que o crescimento da arrecadação federal em 2011 deverá ser em torno de 10% em termos nominais sobre o resultado de 2010. No ano passado, a arrecadação somou R$ 805,708 bilhões em termos nominais.

Ele não quis projetar a expansão em termos reais, quando há correção dos números pelo IPCA, por conta do impacto da inflação. "Teria de acrescentar a projeção para a inflação e não me sinto confortável para prever um crescimento real", justificou.

Governo Lula

O secretário afirmou que, tirando o período da crise financeira internacional, a alta da arrecadação durante o governo Lula ficou dentro do esperado levando em conta o crescimento do País no período. "Além do crescimento em si, teve o ambiente macroeconômico, a massa salarial, o rendimento, formalização do emprego", citou.

Barreto argumentou que nos oito anos do governo Lula houve muita desoneração, principalmente na área de investimento, para estimular o crescimento econômico. "Temos tido desoneração tributária, não houve aumento de alíquotas, a exceção foi o IOF e outros aumentos foram mais regulatórios", defendeu.

O secretário garantiu que a carga permaneceu a mesma no período. Indagado sobre a diferença de crescimento nominal da arrecadação (de 15,38%) de 2009 para 2010, com a perspectiva de uma expansão do PIB de metade desse porcentual, ele não quis continuar o raciocínio. "Não dá pra fazer correlação entre crescimento de PIB e de arrecadação."

Barreto também evitou fazer um prognóstico a respeito da possibilidade de um aumento da arrecadação em 2011, primeiro ano do governo Dilma Rousseff. "Se a economia estiver muito aquecida, provavelmente não se reduzirá tributo para não incentivar mais crescimento", limitou-se a dizer.


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