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15 de Abril de 2010

 

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Conar arquiva denúncia contra propaganda da Hope

Conselho de Ética decidiu que estereótipos utilizados na peça publicitária estrelada por Gisele Bündchen não desmerecem a condição feminina; cabe recurso

13 de outubro de 2011 | 15h 10
Economia & Negócios

SÃO PAULO - O Conselho de Ética do Conar decidiu nesta quinta-feira, 13, arquivar a representação movida contra a campanha da marca de lingerie Hope, estrelada pela modelo Gisele Bündchen.

Veja abaixo a peça publicitária.

Os membros presentes à sessão do julgamento acompanharam o voto do relator do caso, que considerou que os estereótipos utilizados nas propagandas "são comuns à sociedade e facilmente identificados por ela, não desmerecendo a condição feminina".

A representação contra a campanha criada pela agência Giovanni+DraftFCB foi iniciada após o Conar receber denúncias de 40 consumidores e também da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, que argumentavam que a peça depreciava a figura da mulher. Em certa ocasião, a ministra do órgão, Iriny Lopes, disse que a propaganda estereotipa a mulher como um indivíduo que para ter uma condição igualitária, ou não ser repreendida, precisa se valer do corpo.

"A propaganda caracteriza como correto a mulher dar uma notícia ruim apenas de lingerie e errado estar vestida normalmente. Essa definição de certo e errado caracteriza um sexismo atrasado e superado", disse ela em entrevista à TV Estadão.

Além da ministra, outras autoridades também se manifestaram contra a campanha. Aparecida Gonçalves, Secretária Nacional de Combate à Violência contra a Mulher, afirmou que o problema da peça "não é Gisele Bündchen, nem a lingerie, mas é a questão que está por trás disso. É passar uma imagem errônea da mulher brasileira, que não é submissa, é consumidora, moderna e até presidente", diz.

Representantes da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres da Presidência da República, da Hope e da agência participaram da sessão de julgamento e puderam expor seus pontos de vista. Cabe recurso da decisão.

(Texto atualizado às 15h49)


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