IGP-M sobe 0,59% na 2ª prévia de março
O resultado é o menor para uma segunda prévia desde agosto do ano passado
RIO - A inflação medida pelo Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) foi de 0,59% na segunda prévia de março, o que indica uma desaceleração ante a taxa de 0,88% registrada em igual prévia de fevereiro. A segunda prévia do IGP-M de março teve o menor resultado para uma segunda prévia desde agosto do ano passado, quando esse mesmo tipo de indicador subiu 0,55%.
O resultado, anunciado hoje pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), ficou dentro das estimativas dos analistas, que esperavam uma alta de preços entre 0,51% e 0,75%. A mediana das expectativas estava em 0,63%.
A FGV informou ainda os resultados dos três indicadores que compõem o IGP-M. O Índice de Preços por Atacado - Mercado (IPA-M) subiu 0,68% na prévia anunciada hoje, após avançar 1,07% em igual prévia do mês passado. Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor - Mercado (IPC-M) teve alta de 0,45% na segunda prévia deste mês, ante aumento de 0,54% na segunda prévia de fevereiro.
A segunda prévia de março do IPA-M foi o menor resultado nesse tipo de índice desde janeiro deste ano, quando o IPA teve taxa positiva de 0,60%. Por sua vez, o IPC-M apresentou a menor taxa desde setembro do ano passado, quando o IPC registrou aumento de 0,24%.
Já o Índice Nacional do Custo da Construção - Mercado (INCC-M) registrou taxa positiva de 0,37% na segunda prévia do mês, após alta de 0,42% na segunda prévia de fevereiro. O INCC-M teve a menor taxa desde novembro do ano passado, quando o indicador registrou alta de 0,29%.
O resultado acumulado do IGP-M é bastante usado no cálculo do reajuste dos preços dos aluguéis. Até a segunda prévia de março, o IGP-M acumula alta de 2,40% no ano e de 10,91% em 12 meses. O período de coleta de preços para cálculo da segunda prévia do IGP-M deste mês foi de 21 de fevereiro a 10 de março.
Inflação agropecuária
A inflação agropecuária perdeu força no atacado. Os preços dos produtos agrícolas no atacado subiram 1,26% na segunda prévia do IGP-M deste mês, em comparação com a alta de 2,27% apurada na segunda prévia do mesmo índice em fevereiro. A informação foi divulgada há pouco pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). De acordo com a FGV, os preços dos produtos industriais no atacado tiveram aumento de 0,46% na segunda prévia anunciada hoje, em comparação com a alta de 0,64% na segunda prévia de fevereiro.
No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais subiram 0,69% na segunda prévia de março, após caírem 0,24% na segunda prévia de fevereiro.
Já os preços dos bens intermediários apresentaram aumento de 0,66% na prévia divulgada hoje, em comparação com a elevação de 0,87% na segunda prévia do IGP-M de fevereiro. Por fim, os preços das matérias-primas brutas tiveram taxa positiva de 0,68% na segunda prévia de março, em comparação com a alta de 2,86% na segunda prévia de fevereiro.
Atacado
A FGV detalhou a alta da inflação atacadista, de 2,66% no ano e de 13,49% em 12 meses. De acordo com a fundação, até a segunda prévia deste mês, os preços dos produtos agrícolas no atacado acumulam aumentos de 5,36% no ano, e de 27,49% em 12 meses. Já os preços dos produtos industriais no atacado registram altas de 1,68% no ano, e de 9,03% em 12 meses.
No âmbito do Índice de Preços por Atacado segundo Estágios de Processamento (IPA-EP), que permite visualizar a transmissão de preços ao longo da cadeia produtiva, os preços dos bens finais acumulam taxas positivas de 0,95% no ano e de 4,04% em 12 meses até março. Por sua vez, os preços dos bens intermediários registram alta de 2,22% no ano, e registram elevação de 7,00% em 12 meses. Já os preços das matérias-primas brutas registram inflação de 5,23% no ano, e aumento de 38,27% em 12 meses, até a segunda prévia de março.
Na análise da movimentação de preços entre os produtos no atacado na segunda prévia do IGP-M deste mês, as altas de preço mais expressivas foram registradas em café em grão (10,65%); algodão em caroço (8,73%); e ovos (9,06%). Já as mais significativas quedas de preço no atacado foram apuradas em soja em grão (-5,58%); suínos (-9,78%); e farelo de soja ( -4,98%).
Varejo
Segundo a FGV, a desaceleração na taxa do IPC-M na passagem da segunda prévia do IGP-M de fevereiro para igual prévia do mesmo indicador em março (de 0,54% para 0,45%) foi influenciada principalmente por taxas de inflação menores em três das sete classes de despesa pesquisadas pela fundação para cálculo do indicador varejista. O destaque ficou com a perda de força no avanço de preços do grupo Educação, Leitura e Recreação (de 1,68% para 0,05%). Isso porque, nesta classe de despesa, houve o retorno à estabilidade nos preços de cursos formais (de 1,93% para 0,00%), que sempre passam por reajustes de preços, no início do ano.
Também registraram decréscimos em suas taxas de variação, no mesmo período, os grupos Despesas Diversas (de 1,49% para 0,42%) e Transportes (de 1,56% para 0,96%).
Já em sentido oposto, a FGV apurou avanços nas taxas de variação de Vestuário (de -0,45% para 0,76%), Alimentação (de -0,07% para 0,19%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,31% para 0,56%) e Habitação (de 0,48% para 0,53%).
Entre os produtos pesquisados no varejo, as altas de preços mais expressivas na segunda prévia do IGP-M de março foram apuradas em tarifa de metrô (6,22%); aluguel residencial (0,74%); e empregada doméstica mensalista (2,11%). Já as mais significativas quedas de preços foram registradas em alcatra (-4,63%); contrafilé (-5,35%); e passagem aérea (-12,00%).
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