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15 de Abril de 2010

 

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Mantega fala sobre Casa da Moeda após ter nome vinculado a Denucci

Ministro admitiu que recebeu o alerta do PTB sobre a conduta do presidente da Casa da Moeda, mas avaliou as denúncias como infundadas

03 de fevereiro de 2012 | 20h 45
Célia Froufe, da Agência Estado

BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, ficou incomodado pela ligação direta que a imprensa começou a fazer entre ele e Luiz Felipe Denucci, ex-presidente da Casa da Moeda, exonerado do cargo no sábado passado. Por isso, decidiu falar hoje, depois uma semana do ocorrido. Além do apadrinhamento indesejado, Mantega teve também a oportunidade de discutir como traria sua versão sobre o assunto com a presidente Dilma Rousseff, durante reunião ao final da manhã de hoje, segundo duas fontes do governo.

Desde o início da semana, as chegadas de Mantega à sede do ministério são esperadas pelos jornalistas em vão. A expectativa era grande porque a Casa da Moeda é uma instituição ligada à Fazenda. E, desde que o Diário Oficial da União (DOU) trouxe a exoneração de Denucci, aguardava-se um posicionamento de Mantega sobre o fato. Até porque a imprensa tem publicado desdobramentos do caso, como a investigação feita pela Polícia Federal e a informação de que o ministro teria sido avisado pelo PTB, partido que indicou Denucci, de que o presidente da Casa da Moeda não era mais a melhor pessoa para o cargo.

Hoje, o ministro decidiu falar perto das 13 horas, após encontro com a presidente. Inicialmente, sua agenda contava com o deslocamento para São Paulo, onde passaria o final de semana. Mas informações do próprio governo davam conta de que a reunião com Dilma estava marcada desde ontem. A presidente não esconde que não gosta de depoimentos de sua equipe à imprensa sem a sua anuência. Quando questionado sobre como teria sido o encontro com a presidente, Mantega evitou relatos. Disse apenas que não iria se pronunciar a cada encontro que tivesse com Dilma, mostrando que audiências com a presidente são uma rotina de trabalho.

Durante os 11 minutos que o ministro falou com a imprensa no início desta tarde, pouco explicou sobre o episódio. Ele admitiu que recebeu o alerta do PTB sobre a conduta do presidente da Casa da Moeda, mas avaliou as denúncias como infundadas. E atribuiu a mudança de comando do órgão ao término de uma tarefa atribuída - e cumprida - por Denucci na instituição.


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