12:18


15 de Abril de 2010

 

Patrocinado por




Você está em Economia
Início do conteúdo

Investimento no PAC deve crescer 20% em 2012 e somar R$ 42,6 bi

Em 2011, os investimentos do programa somaram R$ 35,4 bilhões, também quase 20% a mais do que em 2010 

13 de fevereiro de 2012 | 15h 52
Renata Veríssimo e Célia Froufe, da Agência Estado

Texto atualizado às 17h22

BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda estima que os valores de investimentos empenhados do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) crescerão 20,3% em 2012, totalizando R$ 42,6 bilhões. As informações estão no documento Economia Brasileira em Perspectiva, divulgado hoje pela pasta com as projeções econômicas atualizadas até 2 de fevereiro.

Em 2011, os investimentos do PAC empenhados somaram R$ 35,4 bilhões, quase 20% a mais do que em 2010. Para o programa habitacional Minha Casa Minha Vida, a projeção é de desembolsos totais de R$ 41,3 bilhões neste ano, de acordo com dados da Caixa Econômica Federal (CEF). Segundo o Ministério da Fazenda, dois milhões de novas moradias serão construídas entre 2011 e 2014, em um total investido da ordem de R$ 142,3 bilhões. Em 2011, foram construídas 480 mil moradias.

BNDES respondeu por 20,8% do crédito total em 2011

Apesar de o Ministério da Fazenda afirmar que pretende reduzir a participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na concessão de crédito ao setor privado, a fatia do banco no crédito total em 2011 atingiu 20,8%, patamar semelhante ao do ano de 2010, quando ficou em 21%. Segundo o documento divulgado pelo ministério, o desembolso no ano passado está em linha com a média para o período entre 2000 e 2011. Neste período, os empréstimos do BNDES corresponderam a 20,6% do estoque de crédito no País.

O documento afirma que a participação do Sistema Financeiro Nacional no financiamento do setor privado brasileiro continua baixa, quando comparada com outros países. "Isso sugere que há espaço para a expansão do saldo de crédito ao setor privado ao longo dos próximos anos, o que acontecerá de forma prudente e sem aumento de riscos", afirma o documento.


Siga o @EstadaoEconomia no Twitter