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15 de Abril de 2010

 

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Apesar de leilão do BC, dólar fecha em queda de 0,29%, a R$ 1,717

Autoridade fez a 1ª atuação do ano na moeda; leilão não deve manter a divisa no patamar de R$ 1,70, diz gerente de câmbio

03 de fevereiro de 2012 | 11h 29
Reuters

Texto atualizado às 12h30

SÃO PAULO - O Banco Central voltou a atuar no mercado de câmbio nesta sexta-feira e anunciou um leilão de compra de dólares a termo, confirmando expectativas que já circulavam há dias entre os agentes econômicos sobre uma possível intervenção em meio à recente série de quedas do dólar. No fim do pregão, porém, a intervenção não foi suficiente e a divisa fechou em baixa de 0,29%, a R$ 1,717.

A data de liquidação será em 20 de março de 2012. É a primeira intervenção da autoridade monetária no mercado de câmbio neste ano e a primeira operação desse tipo desde 26 de julho de 2011, quando o dólar rondava R$ 1,55.

O anúncio da operação levou a moeda norte-americana a reverter a queda e passar a operar em alta, batendo na máxima de R$ 1,7291. Os dados sobre o mercado de trabalho norte-americano, porém, empurraram a moeda para baixo novamente.

O leilão de compra de dólares a termo é semelhante ao leilão de compra de moeda no mercado à vista. A diferença se dá na data de liquidação: as compras a termo têm liquidação futura, definida no momento do anúncio, enquanto as aquisições à vista são liquidadas em dois dias úteis (D+2).

O gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, considerou que uma intervenção do BC já era esperada, e que a autoridade monetária pode atuar de forma mais agressiva caso considere necessário".

"O BC vai querer defender a linha de R$ 1,70, e acho que se esse leilão não surtir o efeito desejado, (o BC) vai fazer um (swap) reverso ou comprar dólar à vista", afirmou.

Galhardo ponderou, contudo, que o BC terá de ser um "comprador ousado", uma vez que a tendência do dólar ainda é de queda, refletindo perspectivas de mais ingressos de recursos externos ao país e a melhora no quadro internacional.


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