Políticos da Grécia concordam com cortes de gastos de 1,5% do PIB
Medidas incluem redução de salários e de custos não trabalhistas para aumentar a competitividade
ATENAS - Líderes de partidos políticos na Grécia concordaram com cortes de gastos estimados em 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, disse o primeiro-ministro grego, Lucas Papademos, em comunicado neste domingo, após conversas com os chefes dos partidos de sua coalizão.
Isso inclui medidas como cortes de salários e custos não-trabalhistas para tornar a economia do país mais competitiva, disse ele.
O premiê confirmou que os líderes dos partidos irão se reunir novamente na segunda-feira para concluir as negociações das reformas necessárias para que segundo pacote de socorro à Grécia seja ratificado.
Os credores da Grécia têm demandado cortes nos gastos estimados em cerca de 1% do PIB neste ano.
As conversas dos partidos gregos sobre as reformas continuarão na segunda-feira, disse o líder de extrema-direita George Karatzaferis.
Grécia no fio da navalha
O primeiro-ministro grego se esforçava neste domingo para tentar convencer credores e políticos a referendar um pacote de resgate de 130 bilhões de euros para a Grécia, depois que o seu ministro das Finanças havia dito que restavam horas para se chegar a um acordo e evitar o calote.
Tecnocrata, apontado em novembro, o premiê Lucas Papademos luta para evitar que a Grécia dê um calote, quando grandes vencimentos de títulos de dívida se derem no mês que vem.
O seu ministro das Finanças dissera que Atenas tinha até domingo à noite para chegar a um acordo financeiro com os credores, depois que ministros da zona do euro haviam lhe afirmado que a paciência do bloco estava se esgotando, por conta da relutância de Atenas em aprovar as reformas necessárias.
"Estamos no fio da navalha", afirmou o ministro das Finanças, Evangelos Venizelos, no sábado, depois do que ele chamou de uma reunião "muito difícil" com os seus colegas da zona do euro. "O momento é muito crucial."
A primeira missão do premiê Papademos neste domingo era fechar com os credores estrangeiros pelo menos um acordo preliminar sobre as reformas previstas no plano de socorro, depois de dias de negociação não terem resolvido os impasses sobre cortes de salários e de investimentos.
A cada rodada de negociações, autoridades gregas apareciam desanimadas e reclamavam que o Banco Central Europeu, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional (FMI) se recusavam a ceder nas exigências de corte no salário mínimo, nas gratificações de férias e de demitir funcionários públicos.
Uma reunião entre os dois lados terminou neste domingo à tarde sem uma indicação imediata sobre se eles resolveram ou não as pendências.
A falta de acordo tem deixado os mercados nervosos. Um calote grego pode levar a economia global de volta à recessão.
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