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15 de Abril de 2010

 

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Impasse sobre dívida pode gerar novo colapso econômico, diz Obama

Governo dos EUA precisa aumentar o limite da dívida até 2 de agosto para poder tomar emprestado o dinheiro que necessita para pagar suas contas

14 de junho de 2011 | 12h 20
Clarissa Mangueira, da Agência Estado

WASHINGTON - O atraso em elevar o teto da dívida dos Estados Unidos poderá reverter a incipiente recuperação do país e provocar um novo colapso econômico, afirmou o presidente norte-americano, Barack Obama, numa entrevista transmitida pela TV nesta terça-feira, 14.

Nós poderemos ter realmente uma repetição da crise financeira, se continuarmos a jogar muito perto do limite, afirmou Obama ao programa Today Show do canal de televisão NBC. "Nós vamos trabalhar duro durante o próximo mês. Minha expectativa é que vamos fazer isso de uma maneira sensata. Isso é o que o povo americano espera", acrescentou o presidente.

Obama e membros republicanos do Congresso têm estado envolvidos numa disputa acalorada sobre o limite da dívida, com o Partido Republicano exigindo cortes profundos em troca de qualquer acordo para elevar o limite de gastos. O governo dos EUA está se aproximadamente perigosamente da data de 2 de agosto, quando deverá aumentar o limite da dívida para poder tomar emprestado o dinheiro que necessita para pagar suas contas.

Se nenhum acordo entre republicanos e democratas for alcançado, o governo corre o risco de não conseguir pagar suas obrigações, uma situação que, segundo economistas, poderá ter consequências terríveis.

O secretário do Tesouro, Timothy Geithner, disse que encontrou formas paliativas para manter as operações governamentais por mais dois meses antes de o governo declarar default de suas obrigações. "Eu acredito nas palavras da liderança republicana, quando disse que será desastroso para nós, se não aumentarmos o limite da dívida", ressaltou Obama.

"Eu não quero ver os EUA declarando default de nossas obrigações", declarou o presidente, acrescentando: "A boa fé e o crédito dos EUA são a base não só do nosso modo de vida, mas também a base do sistema financeiro global".

O teto da dívida atual do país, atingido no mês passado, é de cerca de US$ 14,3 trilhões. As informações são da Dow Jones.


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