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15 de Abril de 2010

 

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Mercado reduz estimativa para inflação para esse ano

Previsão caiu de 5,29% para 5,24%. Para a Selic, investidores permanecem com a aposta de que o juro básico será reduzido de 10,5% para 10% na reunião de março

22 de fevereiro de 2012 | 12h 41
Fernando Nakagawa, da Agência Estado

BRASÍLIA - Analistas amenizaram a previsão de aumento de preços em 2012. Pesquisa semanal divulgada no início da tarde dessa quarta-feira pelo Banco Central mostra que a mediana das estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano caiu de 5,29% para 5,24%. Há um mês, estava em 5,29%, segundo a pesquisa Focus realizada com cerca de 80 analistas do mercado todas as semanas.

Ao contrário do movimento de alívio observado nas expectativas para os próximos meses, a aposta de alta da inflação em 2013 foi em sentido contrário e aumentou de 5% para 5,02%, ante 5% registrados quatro semanas antes.

O IPCA é o índice usado no regime de metas de inflação, cujo centro está em 4,5%, com margem de tolerância de 2 pontos porcentuais para mais ou menos. Ou seja, com limites em 2,5% e 6,5%.

Boa parte do recuo das estimativas para a inflação em 2012 ocorreu porque o mercado está mais otimista com o IPCA nas próximas semanas. Para fevereiro, a previsão de inflação caiu expressivamente, de 0,55% para 0,48%. Para março, em igual tendência, a estimativa recuou de 0,46% para 0,45%, na segunda retração consecutiva. Há um mês, o mercado previa altas de 0,58% e 0,48%, respectivamente para cada um dos dois meses. Com esse recuo, a projeção suavizada para o IPCA nos próximos 12 meses caiu de 5,30% para 5,27%.

Para o PIB, o mercado financeiro manteve a previsão pela segunda semana seguida 3,30% para 2012. Para 2013, analistas seguem com a aposta de crescimento de 4,10%. Há um mês, o mercado previa expansão de 3,27% e 4,25%, respectivamente, para cada ano.

Juro

Nada mudou nas previsões dos analistas para o comportamento da Selic, a taxa básica de juros da economia, em 2012. O mercado manteve pela 14ª semana consecutiva a aposta de que o Comitê de Política Monetária (Copom) deve reduzir a taxa básica da economia para 10% ao ano em março. Atualmente, a taxa está em 10,50% ao ano. Portanto, o mercado prevê redução de 0,5 ponto porcentual na reunião marcada para os dias 6 e 7 de março.

Também foi mantida a aposta de que o BC dará, em abril, continuidade ao ciclo de cortes da Selic iniciado em agosto do ano passado, com novo corte de 0,5 ponto, o que levaria o juro básico para 9,50%. Depois, o BC manteria, pelas contas do mercado, a taxa nesse patamar até o fim do ano, já que a expectativa é que o juro termine 2012 em 9,50%, aposta mantida há 10 semanas.

Para 2013, a retomada dos aumentos do juro foi postergada. Se até a semana passada prevalecia a expectativa de que os aumentos começariam já em janeiro, na primeira decisão do ano que vem, a pesquisa divulgada hoje mostra que a previsão do primeiro aumento foi adiada para março. Nesse mês, o mercado espera que o juro volte à casa de dois dígitos, quando subiria dos 9,50% para 10%. Em junho, o ciclo de alta terminaria, quando a taxa alcançaria 10,50%, patamar previsto até o fim de 2013.

Câmbio

O mercado financeiro manteve todas as previsões para o dólar em 2012 e 2013 na pesquisa Focus divulgada nesta quarta-feira pelo Banco Central. De acordo com o levantamento realizado com cerca de 80 analistas, a previsão para a taxa de câmbio no fim de 2012 e também no fim de 2013 foi mantida em R$ 1,75. A previsão de dólar para este ano foi mantida pela segunda pesquisa seguida. Para 2013, a aposta segue inalterada há 11 semanas. Há um mês, o mercado esperava dólar a R$ 1,78 no fim de 2012.


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