Bush vetará lei que proíbe a CIA de torturar suspeitos

Casa Branca alega que liberdade para usar técnicas brutais é necessária na guerra contra o terrorismo

Associated Press,

08 Março 2008 | 07h47

O presidente dos EUA, George W. Bush, prepara-se para vetar uma lei que proibiria a Cia de usar "waterboarding" - uma técnica que dá à vítima a sensação de estar se afogando - e outros metidos brutais de interrogatório em suspeitos de terrorismo.   Bush já afirmou que a lei prejudicaria a capacidade do governo de evitar futuros ataques. Defensores da nova norma afirmam que ela preserva a capacidade dos EAU de recolher informações importantes,  ao mesmo tempo em que melhora a o perfil moral do país frente a comunidade internacional.   "A lei eliminaria uma das ferramentas mais valiosas na guerra ao terrorismo, o programa da CIA para prender e interrogar importantes líderes e agentes terroristas", disse o secretário-adjunto de imprensa da Casa Branca, Tony Fratto.   A lei limitaria a 19 as técnicas de interrogatório disponíveis para a CIA, a mesma lista do manual de ações de campo do Exército.   A lei impediria a CIA de usar "waterboarding", privação sensorial e outros métodos coercitivos para quebrar a resistência de prisioneiros. Esses métodos foram proibidos pelo Exército em 2006, mas o presidente quer que a CIA tenha acesso a técnicas mais duras.   Defensores na nova regra, que passou na Câmara em dezembro e no Senado em fevereiro, dizem que os metidos de interrogatório militares bastam. "O veto do presidente Bush será um dos atos mais vergonhosos de sua Presidência", disse o senador democrata Edward Kennedy.   "A menos que o Congresso derrube o veto, ele passará à história como um insulto flagrante ao império da lei e uma nódoa no bom nome dos EUA aos olhos do mundo", afirmou em nota.   Ele destacou que o manual do exército afirma que técnicas brutais "geram resultados pouco confiáveis, podem prejudicar esforços subseqüentes de coleta de informação e podem induzir a fonte a dizer o que ela pensa que o interrogador quer ouvir".

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