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Ibovespa volta aos 65 mil pontos e tem máxima em 9 meses

03 de fevereiro de 2012 | 19h 46
ROBERTA VILAS BOAS - REUTERS

SÃO PAULO, 3 FEV - A Bovespa encerrou a sexta-feira em alta, influenciada por dados melhores que o esperado do mercado de trabalho dos Estados Unidos, e bateu nova máxima em nove meses.

O Ibovespa subiu 0,97 por cento, a 65.217 pontos, no maior patamar de fechamento desde 2 de maio. Na semana, a alta foi de 3,68 por cento. O giro financeiro desta sessão foi de 7,9 bilhões de reais.

Em Nova York, o índice Dow Jones subiu 1,23 por cento, enquanto o S&P 500 se valorizou em 1,46 por cento.

Pela manhã, os EUA divulgaram que tiveram em janeiro a maior geração de empregos dos últimos nove meses e que a taxa de desemprego caiu a 8,3 por cento, o menor patamar em quase três anos.

"O que segurou o Ibovespa hoje foram os dados do payroll, que vieram muito fortes", disse o operador Rafael Dornaus, da corretora Hencorp.

Antes da divulgação dos dados, a bolsa brasileira operava em baixa, segundo Dornaus, sinalizando já uma disposição do investidor para realizar lucros. Com a alta desta sessão, o Ibovespa acumula alta de 14,9 por cento em 2012.

No índice, Fibria foi o destaque positivo, com um salto de 4,47 por cento, a 15,18 reais.

O setor de construção civil subiu em bloco. PDG Realty ganhou 3,59 por cento, a 7,80 reais. Cyrela evoluiu 2,57 por cento, a 17,57 reais; seguida por Brookfield, subindo 2,45 por cento, a 6,70 reais.

O setor de siderurgia também se destacou. Gerdau valorizou-se em 2,89 por cento, a 18,16 reais, enquanto CSN subiu 2,59 por cento, cotada a 18,65 reais.

As blue chips tiveram leves ganhos: a preferencial da Petrobras subiu 0,33 por cento, a 24,61 reais, enquanto a da Vale aumentou 0,34 por cento, a 43,83 reais.

Na ponta oposta, o destaque de baixa foi a Gafisa, caindo 4,49 por cento, a 5,11 reais, após acumular alta de quase 20 cento apenas nesta semana.

Na quinta-feira, a empresa informou ter recebido proposta preliminar de investidores para aquisição de ativos da empresa, mas disse não ter informações quanto a uma possível oferta pública para compra de ações.

(Edição de Aluísio Alves)

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