Merkel promete medidas concretas para estabelecer união fiscal na UE
'Nós já não estamos simplesmente falando de uma união fiscal, mas estamos tomando medidas concretas para chegar a uma', disse a premiê alemã
BERLIM - A Alemanha e a França estão tomando medidas concretas para estabelecer uma união fiscal com maior supervisão dos orçamentos individuais dos países europeus, afirmou a chanceler alemã, Angela Merkel, em um discurso ao Parlamento do país. "Nós já não estamos simplesmente falando de uma união fiscal, mas estamos tomando medidas concretas para chegar a uma", disse.
O discurso de Merkel foi feito um dia depois de o presidente da França, Nicolas Sarkozy, afirmar que seu país está disposto a ficar ao lado da Alemanha e sacrificar um grau de soberania nacional para que seja possível um melhor alinhamento das políticas econômicas. Merkel deu continuidade a esse tema e disse que o objetivo da cúpula da União Europeia marcada para o próximo dia 9 é mudar o tratado do bloco e permitir uma maior coordenação da política fiscal.
Merkel vai se reunir com Sarkozy, em Paris, na segunda-feira para finalizar um plano que eles apresentarão aos líderes da União Europeia no encontro do dia 9. "Nós vamos para Bruxelas com a intenção de mudar o tratado da União Europeia", afirmou Merkel. "A meta é uma união fiscal que aplique a disciplina fiscal nos membros e tenha os instrumentos necessários para efetivamente lidar com a crise", acrescentou.
Em seu discurso Merkel insistiu que a integridade do Banco Central Europeu (BCE) precisa ser protegida. Durante a crise, disse a chanceler, as únicas instituições europeias que não perderam credibilidade foram o BCE e os tribunais. "A credibilidade dessas duas instituições tem um valor precioso na nossa democracia e é nossa tarefa proteger e preservá-las", declarou.
A França tem demonstrado que aceita sanções automáticas para países que violarem o tratado europeu, diretrizes mais rígidas e uma maior supervisão dos orçamentos dos membros da zona do euro. Com isso, espera-se que a Alemanha se torne mais tolerante quanto a uma ação do BCE para dar suporte aos mercados de bônus da zona do euro. As informações são da Dow Jones.
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