Porto chinês quer se aproximar da Vale
XANGAI, 15 FEV - O Porto de Dalian, na China, disse estar procurando mais cooperação com a Vale, aparentemente se aproximando da maior produtora de minério de ferro do mundo após Pequim ter proibido no mês passado os supernavios da companhia de atracarem no país.
Em comunicado em seu site, o porto afirmou esperar "fortalecer a comunicação e continuar a aprofundar a cooperação para obter um resultado em que os dois lados saiam ganhando".
A declaração aconteceu após uma visita na semana passada do diretor da Vale para metais ferrosos e estratégia, José Martins.
No comunicado, o porto afirmou ter melhorado a infraestrutura em seu ancoradouro com capacidade para 300 mil toneladas para atender "às exigências para grandes navios atracarem e às necessidades para transferências".
O porto, no entanto, não deu nenhum detalhe e ainda não está claro se Pequim permitirá receber embarcações com base no aumento de capacidade.
A China é o maior importador de minério de ferro do mundo, e a Vale está gastando bilhões de dólares em supernavios, os Valemaxes, para cortar custos de transporte e acelerar os envios para o país asiático.
Os planos da mineradora, no entanto, tiveram a oposição da influente Associação dos Armadores Chineses, temerosa de que os supernavios prejudiquem a indústria naval chinesa.
Os protestos da associação fizeram o Ministério dos Transportes chinês vetar em janeiro a entrada nos portos chineses dos Valemaxes e de qualquer outro navio cargueiro com capacidade acima de 350 mil toneladas.
O Porto de Dalian permitiu o primeiro, e até agora o único, Valemax a atracar no país, em 28 de dezembro, mas apesar desta abertura o porto não pode passar por cima do veto sem a permissão do governo chinês.
Fontes do setor dizem que a entrada do Berge Everest, da Vale, se deveu principalmente ao fato de o porto, naquela época, ser capaz de ignorar, por motivos de segurança, o governo central.
A Vale deve começar a operar um centro de distrbuição de minério de ferro nas Filipinas nesta semana e está construindo um terminal na Malásia que ficará pronto até 2014, tomando uma rota mais cara para chegar à China.
(Por Ruby Lian e Fayen Wong)
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