Acordo mantém imposto menor nos EUA
Câmara dos Representantes aprova a prorrogação até o fim deste ano do corte no imposto sobre a folha de pagamento, evitando aumento na carga tributária de milhões de trabalhadores
WASHINGTON - A Câmara dos Representantes dos EUA aprovou nesta sexta-feira, 17, por 293 votos favoráveis e 132 contrários, a prorrogação até o fim deste ano do corte no imposto sobre a folha de pagamento, evitando assim um aumento na carga tributária de milhões de trabalhadores norte-americanos. O Senado também aprovou o projeto por 60 votos a 36.
O pacote é resultado de negociações entre democratas e republicanos. Os deputados republicanos aceitaram uma importante concessão, aprovando a prorrogação do benefício tributário sem determinar de onde virá o dinheiro para financiá-lo. Sob os termos do projeto, o imposto pago pelos trabalhadores para a Previdência Social permanecerá em 4,2%, em vez de voltar para 6,2%.
Mas os republicanos também obtiveram algumas vitórias. O acordo vai evitar um corte de 27% nos pagamentos para os médicos que atendem por meio do Medicare (programa de saúde do governo para aqueles com mais de 65 anos). Os custos serão compensados, em parte, com US$ 5 bilhões retirados de um programa de saúde pública e prevenção estabelecido no projeto de reforma do sistema de saúde.
Os benefícios federais para desempregados também serão estendidos até o fim do ano, mas a duração do benefício vai ser reduzida gradualmente para o período máximo de 73 semanas, do prazo atual de 99 semanas. Além disso, os governos estaduais vão poder exigir testes toxicológicos para pessoas que recebem auxílio-desemprego, mas somente se elas tiverem perdido o trabalho porque se recusaram a fazer um exame semelhante.
Os benefícios para desempregados serão pagos com a receita oriunda do leilão de espectros para telecomunicações e com concessões de novos funcionários federais. Sob os termos do acordo aprovado ontem, os novos empregados federais terão que contribuir mais para suas aposentadorias.
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