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Acordo orçamentário dos EUA pode ser prenúncio de nova era de cooperação

11 de dezembro de 2013 | 8h 33
RICHARD COWAN E DAVID LAWDER - Reuters

WASHINGTON, 11 DEZ - Um acordo orçamentário bipartidário anunciado no Congresso dos Estados Unidos na terça-feira, embora seja modesto em cortes de gastos, dará fim a três anos de impasse e instabilidade fiscal em Washington que culminou em outubro em uma paralisação parcial do governo.

Embora elogiado pela liderança republicana na Câmara dos Deputados, incluindo pelo presidente, John Boehner, e pelo líder da maioria, Eric Cantor, o acordo enfrenta um desafio diante de alguns conservadores da Câmara e necessitará de suporte da minoria democrata para ser aprovado.

O apoio do presidente dos EUA, Barack Obama, que também saudou o acordo como um "bom primeiro passo", deve ajudar a angariar votos dos democratas. Ele apelou ao Congresso para que o acordo seja rapidamente aprovado.

Obama e a maioria dos líderes do Congresso abandonaram há muito tempo as discussões sobre grandes barganhas mais amplas, porém cada vez mais ilusórias, que iriam reduzir o déficit do país de modo significativo.

A senadora democrata Patty Murray e o deputado republicano Paul Ryan, que apareceram diante de repórteres na noite de terça-feira para a anunciar o acordo orçamentário de 85 bilhões de dólares, descreveram o compromisso como o início de uma nova era.

"Por tempo demais compromisso tem sido considerada uma palavra incoveniente", disse Murray, presidente do Comitê de Orçamento do Senado, acrescentando que a incerteza criada por três anos de disputas em Washington foi "devastadora para nossa recuperação econômica".

Ryan, que está de olho em uma campanha presidencial em 2016 ou em um cargo de liderança na Câmara, não perdeu tempo em tentar aliviar as críticas ao pacto, principalmente as provenientes de colegas conservadores.

"Acho que esse acordo é uma nítida melhora no status quo. Esse acordo assegura que não teremos um cenário de paralisação do governo em janeiro. Ele assegura que não teremos outra paralisação do governo em outubro. Ele assegura que não sigamos de crise para crise".



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