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15 de Abril de 2010

 

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Alimentação continua como vilã da inflação em São Paulo

‘A inflação está tranquila, desta vez mais concentrada em alimentos do que na apuração anterior’, afirmou o coordenador do IPC-Fipe, Rafael Costa Lima

19 de junho de 2012 | 16h 18
Denise Abarca, da Agência Estado

SÃO PAULO - O grupo Alimentação, que acelerou a alta de 0,95% para 0,99% entre a primeira e a segunda quadrissemanas de junho, continuou sendo o principal responsável pela inflação em São Paulo, segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). De acordo com a instituição, esta classe de despesa, que tem participação de 22,9% no Índice de Preços ao Consumidor (IPC), contribuiu com 91,14%, ou 0,22 ponto porcentual, da taxa de 0,25% registrada na segunda leitura do mês.

"A inflação está tranquila, desta vez mais concentrada em alimentos do que na apuração anterior. Foi o carro-chefe novamente, e pelos mesmos motivos", disse o coordenador do IPC, Rafael Costa Lima, em entrevista à Agência Estado. "Das seis principais altas, quatro são alimentos, mas as quedas fortes de alguns produtos estão ajudando a manter a inflação baixa", comentou, dando como exemplo os preços de carros novos (-2,21%) e usados (-2,15%), de energia elétrica (-0,73%) e de passagem aérea (-4,94%).

De acordo com o economista, a pressão dos in natura continuou sendo destaque dentro do grupo Alimentação, tendo acelerado o avanço de 3,64% para 4,88%, entre a primeira e a segunda apuração. Dentro do subgrupo, Frutas mantiveram-se em deflação (-1,21%), mas Legumes (9,68%) e Verduras (16,89%) apresentaram alta consistente. Alface, com o impressionante aumento de 26,17%, liderou o ranking de aumentos entre os itens que mais contribuíram para a inflação, seguido por Seguro de Veículo (4,73%) e Tomate (16,50%). Vale destacar que o ranking considera não somente a variação dos preços, mas também a ponderação dos itens dentro do IPC.

Segundo a Fipe, a trajetória ascendente dos preços de alimentos ainda reflete as chuvas que atingiram as regiões produtoras da Grande São Paulo nas últimas semanas e que prejudicaram a oferta. Costa Lima afirmou, contudo, que estes preços não têm muito mais espaço para avançar. "As principais altas já estão perdendo força. O movimento não deve durar", disse, citando, por exemplo, o tomate.

O ranking das quedas também traz alguns itens do grupo Alimentação e o coordenador do IPC chamou a atenção especialmente para a presença do Feijão (-3,61%), em sexto lugar da lista. "Feijão estava em alta desde 2011 e agora começou a cair. Na ponta, já recua 10%", informou, acrescentando que, em 2012 até maio, o produto acumulava avanço de 57,00%. A apuração dos preços na ponta capta as variações semana a semana.





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