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15 de Abril de 2010

 

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Após críticas, Monti nega ter pedido que governos limitassem parlamentos

Primeiro-ministro italiano explicou que sua intenção era apenas ‘reforçar a necessidade de manter um diálogo constante e sistemático entre governo e parlamento’

06 de agosto de 2012 | 16h 32
Lucas Hirata, especial para Agência Estado

ROMA - O primeiro-ministro da Itália, Mario Monti, negou ter pedido aos governos da zona do euro que limitassem os poderes dos parlamentos. A declaração foi feita depois que líderes alemães o acusaram de incitar chefes de Estado a anularem as decisões dos legisladores, caso fosse necessário, para combater a crise da dívida.

"Eu não quis dizer de maneira nenhuma que o controle parlamentar sobre os governos deveria ser limitado. Pelo contrário, acho que o parlamento deveria ser fortalecido tanto em nível nacional quanto europeu", defendeu-se. "Cada governo tem o dever de explicar-se e interagir de forma dinâmica, transparente e eficaz com seu parlamento", afirmou.

Monti explicou que sua intenção era apenas "reforçar a necessidade de manter um diálogo constante e sistemático entre governo e parlamento de modo a tomar medidas em direção à integração europeia."

Segundo o primeiro-ministro, uma certa flexibilidade pode ser necessária para chegar a um acordo no curso das negociações entre governos da União Europeia. No entanto, Monti acrescentou que isso só poderia ser feito caso "as decisões fossem compartilhadas com o próprio parlamento."

O esclarecimento do primeiro-ministro veio depois de uma entrevista publicada na edição de hoje da revista semanal alemã Der Spiegel. Na reportagem, ele havia dito que caso os governos ficassem "vinculados por completo às decisões dos respectivos parlamentos sem manter seu próprio escopo de negociação, a Europa estaria mais próxima de quebrar do que de chegar a uma maior integração."

Os políticos alemães foram rápidos em criticar o comentário. Michael Grosse-Broemer, líder da União Democrata Cristã no parlamento alemão, respondeu ao site da Der Spiegel que "a capacidade de um governo de agir é, sem dúvida, de importância decisiva em tempos de crise". "Mas isso, em hipótese alguma, justifica uma tentativa de limitar democraticamente as necessárias revisões parlamentares", acrescentou. As informações são da Dow Jones.





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