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15 de Abril de 2010

 

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Banco Mundial vai investir R$ 38 milhões e comprar fatia do mineiro Tribanco

Os recursos do IFC, que é um braço do Banco Mundial, vão ajudar o desenvolvimento do Tribanco, que pretende dobrar a carteira de clientes até 2012

08 de setembro de 2010 | 19h 15
Altamiro Silva Júnior, da Agência Estado

SÃO PAULO - O IFC, braço de investimento do Banco Mundial, deve investir R$ 38 milhões (US$ 21 milhões) no Banco Triângulo (Tribanco), instituição com sede em Uberlândia (MG) que pertence ao grupo atacadista Martins. Segundo comunicado no site do IFC, o projeto está em análise e deve ser assinado até o dia 20 deste mês.

Segundo João Rabello, presidente do Tribanco, os recursos do IFC vão ajudar o desenvolvimento do banco, que pretende dobrar a carteira de clientes até 2012. No ano passado, eram 35 mil pequenos varejistas atendidos. Em três anos, pretende chegar a 60 mil. Além disso, a chancela do IFC deve aumentar a exposição do banco, seja no mercado brasileiro, seja no exterior. O Tribanco tem planos de fazer sua primeira emissão externa em 2011.

O Tribanco tem 47 pontos de atendimento em todo o País. Ao todo, atende 150 mil varejistas e é para este público que presta os serviços financeiros. Recentemente, fechou acordo de cinco anos com a Redecard para capturar transações com os cartões do banco e credenciar novos estabelecimentos comerciais. O banco mineiro já emitiu 2,5 de cartões próprios (chamados de private label) e está testando a emissão de plásticos com bandeiras internacionais, segundo Rabello.

O IFC não divulgou a participação adquirida no banco mineiro. O porcentual deve ser informado apenas no dia do anúncio final da transação. Um dos fatores que levou o IFC a fazer o investimento é que o Tribanco atende pequenos varejistas nos mais remotos lugares do Brasil, levando serviços financeiros para um público que não tem acesso a bancos.

O Tribanco pertence à família Martins e o IFC é o primeiro investidor externo a entrar na instituição. O controlador é Alair Martins do Nascimento, com 40,3% do total das ações do banco. Considerando sua participação com a de seus três filhos, o total chega a 67,6% segundo nota no site do IFC. Os irmãos de Alair estão com os 32,3% restantes.

Fundado em 1990, o banco tem ativos de R$ 1,8 bilhão e carteira de crédito de R$ 1,3 bilhão, segundo dados de final de junho. No primeiro semestre, lucrou R$ 23 milhões, alta de 85%. Nos empréstimos, a expansão foi de 31% em 12 meses. A previsão de lucro para 2010 é de R$ 55 milhões. O Índice de Basileia, que mede quanto um banco pode emprestar sem comprometer seu capital, está em 18%, bem acima dos 11% exigidos pelo Banco Central.

No ano passado, o banco contratou João Rabello, que era presidente do Banco Fibra, da família Steinbruch, para comandar a instituição.


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