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15 de Abril de 2010

 

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Bancos da China tentam expandir empréstimos em yuan na América Latina

Comércio entre a China e a região da América Latina e Caribe aumentou mais de US$ 188 bilhões no ano passado, de apenas US$ 12 bilhões em 2000

08 de fevereiro de 2012 | 13h 22
Clarissa Mangueira, da Agência Estado

PEQUIM - Os bancos de política de desenvolvimento da China está buscando formas para expandir os empréstimos para países ricos em commodities da América Latina, usando o yuan ao invés do dólar, como parte de um esforço do governo mais amplo para promover o uso internacional da moeda chinesa, de acordo com fontes com conhecimento do assunto.

Desde o início do ano passado, o Export-Import Bank of China tem estado em discussões com o Inter-American Development Bank sobre o estabelecimento de um fundo para fornecer até US$ 1 bilhão em financiamento em yuan para projetos de infraestrutura na América Latina e no Caribe, um importante fornecedor de riqueza mineral e culturas para a China, disseram as fontes. O fundo poderá ser lançado este ano, acrescentaram.

Os dois bancos assinaram um acordo em setembro do ano passado, sob o qual o China Exim Bank se comprometeu a oferecer até US$ 200 milhões para financiar a negociação entre a China e a região. Pelo menos parte desse financiamento será oferecida em yuan.

O China Development Bank, enquanto isso, tem levantado fundos em yuan no mercado de dívida na moeda chinesa de Hong Kong para em parte financiar uma porção de seu empréstimo de 70 bilhões de yuans (US$ 11,1 bilhões) para a Venezuela, que é parte de um acordo de empréstimo em troca de petróleo de longo prazo assinado em 2010. Desde meados de 2010, o banco vendeu cerca de US$ 2 bilhões em dívida em yuan em Hong Kong, onde o custo dos financiamentos é mais baixo que na China, de acordo com a provedoras de dados Dealogic. O comércio entre a China e a região da América Latina e Caribe aumentou mais de US$ 188 bilhões no ano passado, de apenas US$ 12 bilhões em 2000, de acordo com o Inter-American Development Bank, um órgão de 48 membros que fornece financiamento para 26 países na região, incluindo Argentina, Brasil, Chile e Venezuela. Em 2008, a China se tornou um membro do banco. As informações são da Dow Jones.


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