Bolsas da Europa operam em alta, mas preocupação com a zona do euro persiste
Mercados são puxados por ações relacionadas a materiais básicos e pelo fechamento positivo de Nova York na sexta-feira
LONDRES - As bolsas europeias operam em alta nesta segunda-feira, puxadas por ações relacionadas a materiais básicos e com impulso do fechamento positivo das bolsas de Nova York na sexta-feira. No entanto, a preocupação com as dívidas soberanas de países da zona do euro persiste e deverá continuar guiando os mercados, especialmente porque não há nenhum grande indicador previsto para hoje, segundo operadores.
Às 8h20 (de Brasília), o índice FT-100 de Londres subia 0,35%, o CAC-40 de Paris avançava 0,63% e o DAX de Frankfurt ganhava 0,55%. O euro subia para US$ 1,3691, de US$ 1,3679 na sexta-feira, e o dólar tinha alta para 89,44 ienes, de 89,25 ienes na sexta-feira.
O avanço dos preços dos metais e informações de empresas do setor animaram os investidores. Randgold Resources elevou seu dividendo anual em 30%, para US$ 0,17 por ação, e informou que seu lucro líquido mais do que triplicou no quarto trimestre do ano passado. Xstrata, apesar de ter registrado queda de 41% no lucro líquido antes de itens excepcionais no quarto trimestre, disse que vai pagar dividendo final de US$ 0,08 por ação - o primeiro desde 2008.
As ações europeias também receberam impulso da alta das bolsas norte-americanas na sexta-feira, depois de uma sessão bastante volátil. Naquele dia, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que a taxa de desemprego do país caiu de 10% em dezembro para 9,7% em janeiro, embora o número de vagas no mercado de trabalho tenha diminuído 20 mil.
No mercado de câmbio, o euro sobe diante do dólar, embora os investidores continuem preocupados com as dívidas soberanas de países da zona do euro. "Rumores de um iminente pacote de resgate da União Europeia para a Grécia darão alguma estabilidade aos mercados, mas o medo de contágio ainda não foi completamente eliminado", afirmou Arifa Sheikh-Usmani, operadora da Spreadex Ltd.
Entre os metais, o contrato de ouro à vista operava a US$ 1.069,90 por onça-troy, uma alta de 0,44%. O contrato de petróleo para março também subia, com avanço de 1,02%, para US$ 70,30 por barril na plataforma ICE.
Ásia
As preocupações com a fragilidade fiscal de países europeus voltaram a pesar nas bolsas asiáticas, mas não com a mesma intensidade da semana passada. Nesta segunda-feira, a maioria dos mercados da região fechou em queda, porém, menos acentuada.
Na Bolsa de Hong Kong, o índice Hang Seng estendeu as perdas e caiu 114,19 pontos, ou 0,6%, e terminou aos 19.550,89 pontos - nas duas sessões anteriores, o índice havia desabado 5,1%.
Nas Bolsas da China, prevaleceram os fatores domésticos, como os temores sobre uma redução no crescimento dos empréstimos e de uma alta na inflação. Com isso, os mercados fecharam com números mistos. O índice Xangai Composto baixou 0,1% e encerrou aos 2.935,17 pontos. Já o Shenzhen Composto ganhou 0,2% e terminou aos 1.099,15 pontos.
Já o índice Nikkei 225, de Tóquio, fechou abaixo dos 10 mil pontos pela primeira vez em quase dois meses nesta segunda-feira, uma vez que as preocupações sobre a dívida da Europa continuaram, ao mesmo tempo em que as ações da Kirin Holdings despencaram depois do encerramento de suas negociações de fusão com a Suntory Holdings. O índice caiu 105,27 pontos, ou 1,1%, e fechou aos 9.951,82 pontos, terminando abaixo da marca psicológica de 10 mil pontos pela primeira vez desde 10 de dezembro. As informações são da Dow Jones.
(com Ricardo Criez e Hélio Barboza, da Agência Estado)
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