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Bolsas de NY fecham no maior nível em três meses

Balanços corporativos e notícias vindas da Europa colaboraram para o relativo bom humor

06 de agosto de 2012 | 18h 41
Álvaro Campos, da Agência Estado

NOVA YORK - As bolsas de Nova York fecharam em alta nesta segunda-feira, alcançando o maior nível em três meses, apesar de terem ficado abaixo das máximas da sessão. Sem indicadores importantes na agenda, muitos investidores ficaram de fora do mercado. Mas balanços corporativos e notícias vindas da Europa colaboraram para o relativo bom humor.

O índice Dow Jones subiu 21,34 pontos (0,16%), fechando a 13.117,51 pontos. O Nasdaq avançou 22,01 pontos (0,74%), fechando a 2.989,91 pontos. E o S&P 500 teve alta de 3,24 pontos (0,23%), fechando a 1.394,23 pontos.

Parte dos ganhos hoje se deve ainda aos dados positivos sobre o mercado de trabalho, divulgados pelo governo norte-americano na sexta-feira. A economia dos EUA criou 163 mil empregos em julho, bem acima da previsão dos analistas, de 95 mil vagas.

Na Europa, continuam as especulações de que o Banco Central Europeu (BCE) terá de adotar novas ações em breve para conter a crise da dívida no bloco. No fim de semana, o primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, sugeriu pela primeira vez que Madri poderá considerar a possibilidade de pedir auxílio do fundo de resgate da zona do euro.

Hoje, após o fechamento dos mercados europeus, o membro do conselho diretivo do BCE e presidente do banco central da Estônia, Ardo Hansson, afirmou que as compras de bônus de países debilitados do bloco pela autoridade monetária serão "substanciais e sustentáveis". Ele comentou ainda que o banco central estuda outras medidas extraordinárias, o que pode incluir novas operações de empréstimos de longo prazo (LTRO, na sigla em inglês) ou suavizações nas regras dos colaterais exigidos em troca dos empréstimos.

"Existe a sensação de que, seja o que for que o BCE tem em mente, provavelmente vai ajudar a mitigar a crise", afirma Jim Russel, estrategista-chefe de ações da U.S. Bank Wealth Management. "Sim, a Europa está em recessão. Sim, existem riscos. Mas talvez o cenário de fim do mundo tenha sido evitado", acrescentou.

Em Nova York, os setores de tecnologia e matéria-prima tiveram os maiores ganhos entre os dez segmentos do S&P 500. As ações da Best Buy subiram 13,32%, após Richard Schulze, fundador e ex-executivo-chefe da varejista de produtos eletrônicos, fazer uma oferta para comprar a participação que ainda não possui na companhia.

Já os papéis da Knight Capital perderam 24,20%, após a corretora informar que vendeu US$ 400 milhões em ações preferenciais conversíveis para fortalecer sua base de capital, após um problema tecnológico na semana passada lhe gerar um prejuízo de quase US$ 440 milhões. E a Tyson Foods perdeu 7,99%, depois de divulgar uma queda de 61% no lucro do segundo trimestre e reduzir sua previsão de receita para este ano. As informações são da Dow Jones.





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