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15 de Abril de 2010

 

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Bolsas europeias fecham em baixa com apreensão sobre bancos

Temor é que os recentes testes de estresse teriam superestimado o vigor financeiro das instituições 

07 de setembro de 2010 | 13h 59
Patricia Lara, da Agência Estado

LONDRES - As principais Bolsas europeias fecharam em baixa, em meio à preocupação de que os recentes testes de estresse teriam superestimado o vigor financeiro das instituições submetidas ao exame. As apreensões foram renovadas após a publicação de uma análise no Wall Street Journal, segundo a qual os recentes testes de estresse sobre a saúde dos grandes bancos subestimaram os riscos potenciais de alguns papéis de dívida de governos que estão nas carteiras dessas instituições. Segundo o jornal, uma avaliação detalhada das informações prestadas pelos bancos indica que algumas instituições não forneceram uma visão ampla de suas posições conforme o solicitado pelas autoridades reguladoras europeias.

A história também contribuiu para uma queda acentuada do euro. Por volta das 14 horas, a moeda única valia US$ 1,2726, de US$ 1,2896 no fim da tarde de segunda-feira, em Nova York.

Além da notícia sobre os testes de estresse, o indicador de encomendas às indústrias da Alemanha em julho mostrou queda de 2,2%, ante junho, contrariando previsão de economistas de alta de 0,4%. O aumento das encomendas em junho foi revisado do número original de 3,2% para 3,6%.

Na Bolsa de Londres, o índice FT-100 fechou em baixa de 31,37 pontos (-0,58%), em 5.407,82 pontos. As ações do Lloyds Banking Group foram as mais negociadas e fecharam em baixa de 0,51%, seguidas por Vodafone (+0,06%). Entre os outros bancos, o Barclays perdeu 2,74% e o Royal Bank of Scotland, 1,79%. O HSBC cedeu 0,06%, em um dia em que foi divulgado que seu presidente Stephen Green foi indicado para ser o ministro britânico de Comércio e Investimento. Ele deixará o banco até o final do ano e assumirá o novo posto em janeiro de 2011.

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em baixa de 40,92 pontos (1,1%), em 3.643,81 pontos. Os papéis do grupo Accor cederam 1,30% e os da Air France, 0,73%. A Total caiu 1,5%, na medida em que as operações das refinarias da companhia foram afetadas pela greve de 24 horas que paralisou o setor de transporte público e outros serviços na França. Os manifestantes protestam contra o plano de reforma da previdência, que prevê elevação do limite mínimo para aposentadoria. Entre os bancos franceses, o Société Générale caiu 3,9% e o Dexia, 3,8%.

Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX terminou o pregão com recuo de 37,15 pontos (0,60%), em 6.117,89 pontos. As ações da varejista Karstadt Quelle despencaram 12,24% e estiveram entre as mais negociadas do dia. A Corte de Essen aprovou na semana passada a venda da combalida varejista para o investidor Nicholas Berggruen e credores das lojas.

O índice FTSE-Mib, da Bolsa de Milão, fechou em baixa de 265,46 pontos (1,28%), em 20.395,45 pontos. As ações da Unicredito Italiano (2,44%), Mediobanca (2,38%) e Intesa Sanpaolo (2%) foram as que mais absorveram as pressões de vendas.

Na Bolsa de Madri, o índice Ibex-35 perdeu 143,60 pontos (1,35%), em 10.479,10 pontos. Santander (1,67%) e BBVA (2,17%) acompanharam as perdas de outros bancos na Europa. As ações da Gamesa caíram 2,16%, sem se isolarem das perdas e mantendo reação desanimada observada mesmo após a notícia, divulgada ontem cedo, de que a companhia vai fornecer turbinas eólicas com capacidade de geração de 258 megawatts para os projetos da Iberdrola Renovables no Brasil.

O índice PSI-20, da Bolsa de Lisboa, perdeu 41,23 pontos (0,55%) e encerrou o dia aos 7.420,74 pontos. As informações são da Dow Jones.


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