12:18


15 de Abril de 2010

 

Patrocinado por




Você está em Economia
Início do conteúdo

Brasil aceita cláusula que rejeita barreiras comerciais

20 de junho de 2012 | 0h 06
DENISE CHRISPIM MARIN, ENVIADA ESPECIAL - Agencia Estado

LOS CABOS, MÉXICO, 19 - A contragosto, o Brasil acatou ontem decisão da maioria dos parceiros do G-20 de manter, até 2014, o compromisso mútuo de não criar novas barreiras comerciais e de reduzir as existentes. A presidente Dilma Rousseff havia insistido até o último minuto do encontro dos líderes das maiores economias do mundo, no México, em acabar com essa cláusula neste ano, como meio de permitir a retomada das negociações comerciais da Rodada Doha.

"Se prorrogar, não tem Rodada Doha ''never more'' (nunca mais, em inglês)", disse Dilma ontem, pouco antes de embarcar para o Brasil.

Chamada de "standstill", essa cláusula foi adotada como meio de impedir uma escalada protecionista no auge da crise financeira. Sua prorrogação foi qualificada pelo presidente do México e anfitrião do encontro, Felipe Calderón, como uma espécie de vitória contra forças favoráveis ao protecionismo. O Brasil acabou incluída entre elas.

"Houve uma discussão significante e um amplo consenso sobre a rejeição do protecionismo e sobre a necessidade de se estender a cláusula do standstill", afirmou. "Houve resistência de alguns países, mas conseguimos gerenciá-la e chegar a um acordo", completou Calderón, com a delicadeza de não mencionar o Brasil.

A presidente Dilma, apesar de ter cedido, conseguiu evitar que a prorrogação fosse até 2015, como queriam os países europeus e os Estados Unidos. "A crise atual não pode ser usada como um biombo para a preservação dos desequilíbrios (no comércio internacional)", defendeu ela à imprensa. "Queremos que a Rodada Doha seja reaberta em 2014, com prazo para ser encerrada."

Desde a suspensão da Rodada de Doha, em 2007, o Brasil repete que só aceitará sua retomada se os seus objetivos de promover o desenvolvimento, definidos seis anos antes, forem mantidos. Isso significa não excluir das conversas a eliminação dos subsídios às exportações agrícolas e a redução das subvenções à produção do setor pelos países desenvolvidos. Os EUA, porém, insistem na redefinição das metas da negociação multilateral de comércio.



Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui


Fechar

Para continuar lendo o Estadão, faça já o seu cadastro. É rápido e fácil.

Seus dados serão guardados de forma segura e não serão compartilhados.

Quero me cadastrar Sou assinante Já sou cadastrado
SOU ASSINANTE - ACESSO
Esqueci minha senha
JÁ SOU CADASTRADO

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão.

Esqueci minha senha
QUERO CRIAR MEU LOGIN

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha.

ESQUECI MINHA SENHA

QUERO ME CADASTRAR

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo.

CADASTRO REALIZADO

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail .
Clique no link fornecido e crie sua senha.


Importante!
Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail está ativado.

QUERO ME CADASTRAR

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo.