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15 de Abril de 2010

 

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Brasil está pronto para ajudar zona do euro por meio do FMI, diz ministro

Patriota, das Relações Exteriores, repetiu que a ajuda estaria condicionada às medidas dos países da região para resolver a crise

27 de janeiro de 2012 | 13h 24
Andréia Lago, da Agência Estado

DAVOS - O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou nesta sexta-feira, 27, que o governo brasileiro está pronto para contribuir com mais recursos ao Fundo Monetário Internacional (FMI) para ajudar a resolver a crise na zona do euro.

Ele repetiu, no entanto, que o esforço brasileiro teria de ser condicionado às medidas da zona do euro para resolver sua crise e restaurar o crescimento.

"O ministro da Economia (Guido Mantega) e a presidente Dilma Rousseff indicaram ao G-20 a prontidão do Brasil para contribuir por meio do FMI, mas também deixaram claro que os europeus devem encontrar meios e políticas que não olhem apenas o lado fiscal das coisas, mas também criem condições para retomar o crescimento", disse Patriota à Dow Jones no Fórum Econômico Mundial, em Davos.

Segundo o ministro, os Brics - Brasil, Rússia, Índia e China - estão prontos para ajudar a resolver os desafios econômicos globais impostos pela crise do euro por meio de "seu dinamismo econômico", ressaltando o forte crescimento nas importações nos países da América do Sul, como ocorreu em 2011.

Patriota repetiu as críticas do ministro Guido Mantega, resgatando o termo "guerra cambial" para criticar tanto o regime administrado de câmbio da China quanto o enfraquecimento do dólar causado pela política monetária acomodatícia dos EUA. Segundo ele, a proposta brasileira de levar a questão da política cambial às discussões da Organização Mundial do Comércio (OMC) vem ganhando força, abrindo a possibilidade de esse organismo adicionar, em algum momento, essas políticas ao seu mandato para garantir acordos comerciais.

"Estamos satisfeitos com a aceitação da ideia na OMC", declarou. "Inicialmente, parecia que seria uma novela, mas há reconhecimento de que uma discussão é necessária. Temos recebido apoio dos Estados Unidos e nenhuma objeção da China para termos um seminário e trazer o tema para a agenda", afirmou o ministro. As informações são da Dow Jones.


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