Brasil terá crescimento moderado; grandes economias perderão força
Apesar do avanço menor do PIB, o País é uma das exceções entre 34 países, afirma a OCDE
NOVA YORK - A maior parte das grandes economias deverão perder força nos próximos meses, e somente o Brasil e possivelmente o Reino Unido vão registrar um aumento moderado, de acordo com os indicadores antecedentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)
A OCDE disse que o indicador antecedente dos 34 membros da organização caiu para 100,3 em junho, de 100,4 em maio, sugerindo "uma desacelaração da atividade econômica". O indicador antecedente para as economias em desenvolvimento também recuou, sinalizando "desacelerações" - ou crescimento abaixo da tendência da taxa de longo prazo, para a China, Índia e Rússia.
Entre o grupo da sete maiores economias desenvolvidas, o Reino Unido foi o único país a registrar uma alta em seu indicador antecedente, uma desenvolvimento que, segundo a OCDE, "mostra sinais iniciais de uma recuperação da atividade econômica". Junto com a Itália, o Reino Unido foi a economia mais lenta entre os países do G-7 nos últimos três trimestres.
Outra exceção para a tendência geral de queda foi o Brasil, onde o indicador antecedente ficou em 99 em junho, mesma leitura de maio, após registrar um aumento constante desde o início do ano. A OCDE disse que isso era um sinal de que o crescimento da economia vai aumentar, mas com menos intensidade do que tinha sido previsto.
Entre as economias desenvolvidas, a zona do euro continua a ser o principal foco de enfraquecimento. Mas os indicadores antecedentes para os EUA e o Japão também diminuíram. As informações são da Dow Jones.
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