Brics vão criar fundo para socorro financeiro em caso de crise
Regras e montante total desse novo mecanismo devem ser concluídos até setembro
VEJA TAMBÉM
SAN JOSÉ DE LOS CABOS - Os líderes dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) concordaram nesta segunda-feira, 18, com a criação de um Fundo Virtual de Reservas, para o socorro financeiro mútuo em situações de crise. As regras e o montante total desse novo mecanismo devem ser concluídos até a reunião de primavera do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial, em 2013. Os cinco países emergentes igualmente reiteraram, hoje, seu aporte adicional de US$ 60 bilhões a US$ 70 bilhões para a "muralha" do FMI para proteger as economias do contágio da crise europeia.
O ministro da Fazenda, Guido Mantega, insistiu que o novo Fundo de Reservas não é uma antecipação dos Brics a um possível agravamento da crise econômica mundial e, mais especificamente, a possíveis desequilíbrios graves no balanço de pagamentos e a problemas de liquidez nas cinco economias emergentes nos próximos anos. Mas admitiu ser esse mecanismo "uma nova bala na agulha", a ser disparada em caso de problemas nesses países.
"Essa iniciativa vai no sentido do aumento da confiança, o elemento que se deteriorou nesta crise. Estabelecemos a solidariedade financeira entre nós (Brics)", afirmou. "É importante ter uma região dinâmica para ajudar a estimular as economias avançadas a fazer as reformas necessárias, a aumentar os seus investimentos e a crescer", completou Mantega.
O novo fundo seguirá o modelo da Iniciativa Chiang Mai, um mecanismo multilateral criado em 2000 para permitir a troca de moedas entre a China, o Japão, a Coreia do Sul e os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean). Atualmente, a Iniciativa Chiang Mai dispõe de US$ 240 bilhões. Como explicou Mantega, não haverá aporte físico de recursos para o seu novo fundo, mas a definição das parcelas das reservas internacionais de cada sócio dos Brics que ficará disponível para possíveis trocas de moeda. Enquanto o fundo não entra em operação, os Brics poderão fazer trocas bilaterais de moedas, se necessário.
Os líderes dos Bric concordaram que a crise da zona do euro é uma ameaça ao sistema financeiro internacional e da estabilidade econômica que requer soluções cooperativas. A contribuição adicional de recursos dos cinco países para o FMI, para a construção de uma muralha de US$ 420 bilhões, continua atada a exigências. A primeira, segundo Mantega, de utilização desses recursos somente depois de esgotados os das atuais linhas de socorro do FMI. O segundo, que seja aprovada até outubro pelos Congressos dos países membros o projeto de reforma de governança do FMI e das suas cotas, que daria maior poder aos Brics nesse organismo.
Siga o @EstadaoEconomia no Twitter
- 09:40 Embraer vai renovar seus E-Jets até 2018
- 09:32 BC deve impedir desvalorização maior do real
- 09:29 Era do dólar barato vai chegando ao fim
- 09:21 Estados voltam a se endividar com os bancos
- 08:52 Falta de rota de escoamento trava ...
- 17:29 Italianos protestam contra medidas ...
- 12:00 BC alemão alerta para relaxamento ...
- 11:44 China: terceirização cresce 43,6% no ...
- 10:41 Um ano após IPO, ação do Facebook caiu 31%
- 10:21 Justiça Federal bloqueia R$ 1,2 milhão ...









