Caixa amplia prazo do crédito habitacional para 35 anos
Dentro do SFH, o porcentual da taxa efetiva passou de 9% para 8,85% ao ano mais a TR; novos parâmetros entrarão em vigor na próxima segunda-feira
BRASÍLIA - O vice-presidente de governo e habitação da Caixa, José Urbano Duarte, anunciou que a instituição aumentou de 30 anos para 35 anos o prazo de financiamento habitacional com recursos da poupança (SBPE) e também alienação fiduciária. Ele comunicou também redução das taxas de juros. Dentro do Sistema Financeiro da Habitação, o porcentual da taxa efetiva passou de 9% para 8,85% ao ano mais a Taxa Referencial (TR). Fora do SFH, com imóveis acima de R$ 500 mil, a taxa passa de 10% para 9,9% ao ano mais a TR.
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As novas regras valem apenas para novos financiamentos e passam a vigorar a partir da segunda-feira da próxima semana. "Já solicitamos a ampliação para o conselho curador do FGTS", disse há pouco o vice-presidente, durante entrevista coletiva à imprensa. Ele informou que a inclusão de imóveis dentro do programa Minha Casa, Minha Vida também já foi solicitada.
Construção civil
A Caixa anunciou também que haverá redução nas taxas de juros cobradas ao setor da construção civil, como incorporadoras e construtoras. Atualmente, a taxa efetiva praticada no programa Plano Empresa da Construção Civil é de 11,5% ao ano e, a partir da próxima segunda-feira, passará a ser de 10,3% ao ano. Todas as taxas devem ser acrescidas de TR. Para os clientes com relacionamento na Caixa, a taxa poderá chegar a 9% ao ano.
Para imóveis comerciais, a instituição reduziu os juros efetivos de 14% para 13% ao ano. De acordo com a Caixa, essa taxa poderá chegar a 11% para clientes que têm relacionamento com a instituição. Nos casos de financiamento para construção e/ou aquisição de imóvel próprio com recurso da poupança, a pessoa jurídica que hoje paga uma taxa efetiva de 13,5% ao ano, a partir das mudanças vai pagar 12,5%. Essa taxa pode chegar a 11,5% ao ano dependendo do grau de relacionamento com a Caixa.
Meta
Duarte disse que a meta da instituição é atingir um volume de R$ 96 bilhões em crédito para imóveis este ano, podendo chegar a R$ 100 bilhões. No ano passado, de acordo com ele, a quantia repassada foi de R$ 80,1 bilhões.
Duarte comentou que, no ano até maio, o total de empréstimo habitacional concedido pela Caixa foi de R$ 36,6 bilhões, ante R$ 25,06 bilhões registrados nos primeiros cinco meses de 2011. "O segundo semestre é mais intenso em negócio imobiliário", justificou.
O vice-presidente ressaltou também que maio foi um dos melhores meses de captação de poupança não só da Caixa, mas de todo o sistema financeiro. Por conta dos dados positivos, enfatizou Duarte, a Caixa tem condições de continuar a trabalhar até 2013 sem grandes alterações de composição de funding.
Ele enfatizou ainda que a decisão de criar novas regras para o setor não têm qualquer relação com impacto da Selic sobre a poupança. "É possível (que tenha), mas não sei quando vai ser possível efetivamente. É uma tendência do futuro, mas ainda não é o motivador dessa mudança", considerou.
Duarte evitou falar sobre a necessidade de capitalização da Caixa. "Ainda não é hora de pedir capitalização ao Tesouro. Na hora que for a hora, a Caixa vai lá bater à porta", disse. Sobre a informação revelada pelo Ministério da Fazenda, de que a linha de crédito voltada para o setor de material de construção civil ainda não deslanchou, o executivo disse que a instituição levará sugestões ao conselho curador do FGTS, que é quem trata do tema.
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