Caminhoneiros ainda fecham estradas no PR e manifestantes são presos
Desde o início da greve, há uma semana, já foram detidas 15 pessoas em diferentes pontos do Estado
CURITIBA - Enquanto as lideranças dos caminhoneiros negociam com as autoridades em Brasília, a paralisação de 70% dos caminhoneiros no Paraná continua. Mas nem todas as manifestações têm sido pacíficas. Desde o início da greve, há uma semana, já foram detidas 15 pessoas em diferentes pontos do Estado. As principais acusações são referentes à desobediência, haja vista que em alguns locais as pistas foram bloqueadas em todas as faixas, contrariando as orientações das autoridades. Nesta semana, mais duas pessoas foram detidas em Campo Largo, Região Metropolitana de Curitiba.
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O presidente da Câmara de Vereadores do município, Josley Natal Basso e um empresário chegaram a ser levados para a Polícia Federal, em Curitiba (PR), para depor. Segundo o delegado Anthony Nascimento, houve desrespeito à ordem judicial que proibia o fechamento total das rodovias. Na BR-277, que corta a cidade de Campo Largo, as filas de caminhões atingiram 20 quilômetros. Outras prisões aconteceram em São José dos Pinhais (cinco), Palmeira (uma), Mandirituba (quatro) e Guarapuava (três).
Em Guarapuava, na área central do estado, o problema foi a violência praticada por alguns piqueteiros que cercaram um caminhão e o atingiram com pedradas. Na tarde de segunda-feira o sindicalista Augustino Daboit, 51, foi atropelado por um ônibus na rodovia BR-369, em Marmeleiro, quando tentava sinalizar a pista por causa da concentração de grevistas.
Nesta terça - feira a Polícia Rodoviária Federal registrou bloqueios na BR-277, em Guarapuava, na BR-163, em Pranchita, Barracão, Marmeleiro e Pérola do Oeste; e BR-376, em Apucarana.
Já a Polícia Rodoviária Estadual registrou bloqueios nas rodovias PR-151, em Castro; PR-483, em Francisco Beltrão; PR- 323, em Umuarama; PR- 281, em Dois Vizinhos; PR- 495, PR-467, entre Toledo e Cascavel; e na PR-170, entre Guarapuava e Pinhão.
A Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos voltou a mostrar descontentamento com a paralisação e emitiu uma nota na qual repudia "a violência praticada por algumas pessoas e pede a responsabilização penal delas".
Apesar da paralisação ainda não houve problema com o abastecimento de combustíveis ou alimentos no Estado.
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