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15 de Abril de 2010

 

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Carlos Slim diz que tecnologia 4G será sua prioridade no Brasil

A Claro, uma das empresas do empresário mexicano, o homem mais rico do mundo, disputa nesta terça-feira licenças para a nova tecnologia

11 de junho de 2012 | 22h 35

GENEBRA - O mexicano Carlos Slim, considerado o homem mais rico do mundo, coloca a expansão da tecnologia 4G no Brasil como sua nova prioridade, e garante que vai ampliar seus investimentos no País nos próximos anos em diversas áreas, incluindo infraestrutura para grandes eventos esportivos. Ontem, em Genebra, Slim também deixou claro que vê oportunidades na Europa, justamente quando o continente enfrenta uma recessão. "Essa é a hora de investir", disse.

As empresas de Slim já detêm 54% de todas as assinaturas de TV paga no Brasil. As três empresas controladas por ele no País - Claro, Embratel e Net - poderiam investir juntas cerca de US$ 10 bilhões, segundo informações do fim de 2011. Parte da ofensiva está na expansão do sistema 3G de telefonia celular, na busca de um número cada vez maior de consumidores.

Mas a principal aposta é mesmo o leilão do 4G, que ocorre hoje no Brasil e promete ser um dos principais eventos do setor em 2012 no mundo (ler abaixo). "Estamos muito ativos em telecomunicações no Brasil", disse Slim. Questionado se os investimentos seriam incrementados, o mexicano não hesitou. "Claro, vamos aumentar", disse. Segundo ele, o Brasil "necessita de 4G, de mais infraestrutura, de mais velocidade".

Slim aponta que, na América Latina, a penetração do celular já chega a uma taxa de 110%. Mas alerta que apenas falar ao telefone já não é suficiente. "Temos de impulsionar até 2015 o acesso à banda larga. Além disso, temos de ter novos aparelhos de telefonia, para mandar e receber informações." Ele lembra que, hoje, só 12% dos celulares no mundo são inteligentes. Nos Estados Unidos, a taxa já é de 50%.

"Temos projetos no Brasil para garantir a conexão de milhares de povoados com satélites. O importante é conectar", disse. Ao mesmo tempo, seu império se lança no setor de transmissão de eventos esportivos pelo mundo. Uma de suas empresas deve iniciar a construção de cabos submarinos para garantir o tráfego de dados entre o Brasil e os Estados Unidos. A meta é a de entrar com força no mercado nacional antes da Copa de 2014 e da Olimpíada de 2016.

Tanto a Fifa quanto o COI insistem que o Brasil terá de oferecer a máxima tecnologia em termos de telecomunicações, em um tema que vem sendo alvo de debates entre as entidades esportivas e o governo. A Fifa, por exemplo, quer exigir do Brasil que o custo pelo uso de toda a tecnologia seja arcado pelo governo. Para o Ministério dos Esportes, tornar o sistema disponível não significa pagar a conta por seu uso durante o Mundial.

Europa. O Brasil não é o único objetivo do homem mais rico do mundo. Slim não deixa dúvidas de que está em busca de negócios pela Europa, um continente em crise há quatro anos. No mercado, rumores indicam que Slim estaria buscando oportunidades em diversos países europeus, enquanto bilhões de euros estão abandonando a região.

Uma dessas oportunidades estaria na Áustria. Privatizações na Grécia, Portugal e em outros países também estariam em seu radar. Slim, porém, se recusou a comentar sobre seus projetos.

Não por acaso, a solução que ele defende para a crise europeia é justamente a venda de ativos detidos hoje pelos governos europeus. "Os Estados estão esgotados na Europa. Devem vender suas estradas e seus aeroportos e dar lugar aos investidores.





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