Carlsberg vê crescimento no mercado russo em 2012
Depois de sofrer elevados impostos sobre cerveja e inflação alta, 4º maior cervejaria do mundo espera bons ventos na Rússia, que representa um terço das vendas do grupo
COPENHAGEN - A cervejaria dinamarquesa Carlsberg espera que o seu mercado-chave russo comece a se recuperar em 2012, mesmo que o declínio nos mercados da Europa Ocidental possa se intensificar nos próximos três anos com o aprofundamento da crise na Zona do Euro.
A quarta maior cervejaria do mundo afirmou que o mercado russo, que representa um terço das vendas do grupo, irá melhorar este ano, depois de sofrer elevados impostos sobre cerveja em 2010, inflação alta e questões regulatórias, disse o presidente-executivo Jorgen Buhl Rasmussen à Reuters em entrevista.
Para 2011, a Carlsberg espera que o mercado de cerveja na Rússia terá diminuído para um dígito porcentual, mas a recuperação em 2012 seria ajudada por uma economia russa mais saudável, disse.
No terceiro trimestre de 2011, o mercado russo de cerveja - o quarto maior do mundo depois da China, Estados Unidos e Brasil - caiu cerca de 7%, e a participação de mercado da Carlsberg para 37,8%, ante 39,3%.
"Na Europa Oriental, eu acredito... em algum ponto de 2012... nós vamos ver um pouco de crescimento no mercado geral de cerveja", disse Rasmussen.
Em outubro, a Carlsberg anunciou a substituição do presidente da unidade russa Baltika Breweries para lidar com o declínio do seu negócio.
Rasmussen afirmou que esperava que o novo chefe daquela unidade, Isaac Sheps, antes responsável pela Carlsberg Reino Unido, se mire em três principais áreas.
"Resultados, participação de mercado e geração de caixa", disse.
Europa obscura
Enquanto a Europa Oriental deve retornar a crescer este ano, a previsão para 2010 era mais obscura nos mercados mais maduros da Europa Ocidental e no Norte da Europa.
Cerca de metade dos lucros da Carlsberg vêm das duas regiões. A crise da dívida na Zona do Euro atingiu o sul, em países como Grécia, Itália e Espanha, ameaçando se espalhar para grandes economias na Europa do norte.
(Reportagem de Mette Fraende)
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