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15 de Abril de 2010

 

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China prepara maior envolvimento na ajuda à Europa, diz premiê

Declarações foram a 2ª indicação que o país pode contribuir com mais recursos à crise europeia 

14 de fevereiro de 2012 | 10h 24
Danielle Chaves, da Agência Estado

PEQUIM - O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, afirmou no encerramento da cúpula China-União Europeia, em Pequim, que a China está se preparando para ter um maior envolvimento nos esforços para que a Europa saia da crise de dívida soberana atual. No entanto, Wen não revelou propostas específicas. As declarações foram a segunda indicação neste mês de que a China está considerando contribuir com mais recursos para uma solução da crise europeia.

No dia 2, durante a visita da chanceler da Alemanha, Angela Merkel, a Pequim, Wen disse que a China estuda "se envolver mais profundamente" nos esforços para ajudar a zona do euro por meio de canais como a Linha de Estabilidade Financeira Europeia (EFSF, na sigla em inglês) e o Mecanismo de Estabilidade Europeu (ESM, na sigla em inglês).

Wen declarou que o euro é uma importante via de investimentos para o país, que busca diversificar suas reservas internacionais, em uma declaração que indica que a China continuará usando suas reservas internacionais - de US$ 3,18 trilhões, as maiores do mundo - para ajudar a Europa a sair da crise. A China tem sido um firme comprador de bônus da EFSF e de países europeus, mas o nível exato das compras não é conhecido.

O presidente do Conselho Europeu, Herman Van Rompuy, durante a cerimônia junto com Wen, agradeceu a expressão de apoio do premiê chinês e o fato de a China ter mostrado interesse concreto em investir em bônus soberanos europeus ou bônus da EFSF.

Wen também afirmou que é urgente para a China e a União Europeia que se fortaleça a cooperação comercial mútua, especialmente diante da desaceleração da economia global. A China continuará abrindo o mercado para empresas europeias e acelerará a implementação dos direitos de propriedade intelectual, disse Wen, acrescentando esperar que a Europa abra o mercado para empresas chinesas. As informações são da Dow Jones.


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