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15 de Abril de 2010

 

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Com pouca chuva, geradoras de energia podem acender ‘sinal amarelo’

Segundo presidente de associação do setor, chuvas precisam voltar ao nível normal em janeiro para não colocar o sistema em risco

07 de janeiro de 2013 | 13h 05
Lu Aiko Otta, da Agência Estado

BRASÍLIA - Se as chuvas não retornarem ao nível normal em janeiro, vai "acender o sinal amarelo" das geradoras, disse nesta segunda-feira o presidente da Associação Brasileira de Empresas Geradoras de Energia Elétrica (Abrage), Flávio Neiva. "O que acontecer em janeiro em termos de hidrologia vai definir a condição do sistema", frisou.

Se as chuvas, sobretudo na região Sudeste, ocorrerem em volume abaixo do normal para o mês, o governo terá de tomar providências, afirmou o executivo. "Não quer dizer que haverá racionamento. Há outras medidas para serem adotadas pelo lado da demanda, como o despacho de térmicas mais caras, uso de gás", citou. As alternativas, porém, têm custo elevado, com impacto nas tarifas.

Mesmo se as chuvas retornarem ao nível normal no primeiro trimestre, que é o período mais úmido do ano, o País dependerá de um uso mais intensivo da energia térmica, de custo mais elevado, para garantir o abastecimento. "Isso é certeza", afirmou. O uso das usinas térmicas poderá voltar ao mínimo a partir de abril, num cenário otimista.

Segundo Neiva, o corte de 20,2% nas contas de luz prometido pela presidente Dilma Rousseff "já está sendo atrapalhado pelo uso das térmicas." Ele coloca em dúvida se a redução será dessa magnitude porque, se de um lado a energia gerada pelas hidrelétricas ficará mais barato, o uso intensivo das usinas térmicas eleva o custo da eletricidade.

Nem mesmo a ajuda dos cofres federais será suficiente para garantir a redução, explicou. O Tesouro Nacional já se prontificou a desembolsar de R$ 2 bilhões a R$ 3 bilhões para assegurar a redução da tarifa, apesar de algumas usinas não terem aceitado renovar suas concessões nos termos propostos pelo governo. "Mas eu duvido que o governo vá subsidiar o uso de combustíveis", disse Neiva. "É coisa de uns R$ 500 milhões a R$ 600 milhões por mês".





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