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15 de Abril de 2010

 

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Congresso dos EUA deve elevar impostos para mais ricos, diz Buffet

Para investidor, ‘é hora do governo levar a sério a questão de dividir o sacrifício (com os mais ricos)'

15 de agosto de 2011 | 12h 21
Álvaro Campos, da Agência Estado

NOVA YORK - O bilionário investidor Warren Buffet, executivo-chefe do fundo Berkshire Hathaway, afirmou em um artigo publicado nesta segunda-feira, 15, no New York Times que o Congresso dos EUA deveria aumentar os impostos para os mais ricos. "Meus amigos e eu já fomos afagados demais pelo Congresso", escreveu. No início da tarde, o investidor estava entre os trendings topics (assuntos mais comentados) do Twitter.

Buffet afirma que pagou pouco mais de US$ 6,9 milhões em impostos federais no ano passado. "Isso parece muito dinheiro. Mas o que eu paguei é apenas 17,4% da minha renda tributável - e esse na verdade é um porcentual menor do que o que foi pago por qualquer outra das 20 pessoas no nosso escritório", comentou.

Segundo o investidor, "é hora do governo levar a sério a questão de dividir o sacrifício (com os mais ricos)". Os mega ricos não se importariam em pagar mais impostos, "especialmente quando tantos outros cidadãos estão sofrendo", disse ele, acrescentando que para os outros 99,7% dos contribuintes os impostos devem permanecer inalterados.

O investidor afirma que os gestores de investimentos ganham bilhões, mas podem classificar essa renda como ganhos de capital de longo prazo ("carried interest"), pagando assim uma taxa de imposto de apenas 15%.

Buffet lembra que um comitê conjunto do Congresso terá a missão de reequilibrar as finanças dos EUA, conforme ficou determinado no acordo para a redução do déficit e elevação do limite de endividamento do país, no começo do mês.

"Eles foram instruídos a elaborar um plano para reduzir o déficit do país em pelo menos US$ 1,5 trilhão nos próximos dez anos. É essencial, entretanto, que eles façam muito mais do que isso. Os americanos estão rapidamente perdendo sua fé na capacidade do Congresso de lidar com os problemas fiscais do país. Somente ações imediatas, reais e muito substanciais vão evitar que essa dúvida se transforme em desesperança", afirmou. As informações são da Dow Jones. 

(Texto alterado às 13h22 para correção de informações)


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