Conservadores se declaram vencedores e pedem governo de união nacional
Com mais de 60% das urnas apuradas, o partido Nova Democracia obteria 30,11% dos votos enquanto a formação de esquerda Syriza alcançaria 26,49%.
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Texto atualizado às 16h47
ATENAS - Antonis Samaras, dirigente do partido conservador Nova Democracia, se proclamou vencedor das eleições gregas deste domingo e convidou as forças políticas a formar um governo de união nacional.
"O povo heleno votou hoje pela permanência do país na eurozona e a favor das forças políticas que trarão desenvolvimento e emprego", declarou à imprensa o dirigente conservador.
"Para isso convidamos todas as forças políticas que acreditam nisso a participar de um governo de salvação nacional", acrescentou.
Com mais de 60% das urnas apuradas, o ND obteria 30,11% dos votos enquanto a formação de esquerda Syriza alcançaria 26,49%.
O líder do Nova Democracia se comprometeu a aplicar "políticas europeias" para garantir o desenvolvimento do país. "Trabalharemos para que o país saia da crise", assegurou Samarás, ressaltando que do voto do povo sairá um governo estável com orientação pró-europeia.
Alexis Tsipras, dirigente do partido esquerdista Syriza, reconheceu sua derrota nas eleições deste domingo na Grécia, mas assegurou que seguirá rejeitando o pacto de austeridade com a União Europeia como principal partido da oposição.
"Embora o Syriza não seja o partido mais votado, é a primeira força da oposição contra o memorando" (de austeridade), anunciou o jovem dirigente progressista, advertindo que exercerá uma oposição forte e reiterou que acabar com as políticas de poupança é a única saída para a Europa.
O Syriza foi a segunda força mais votada, a apenas quatro pontos dos conservadores do Nova Democracia.
Tsipras indicou que seu partido lutou para que o país e a Europa mudassem de rumo e ressaltou que o resultado eleitoral mostra que há uma consistente oposição entre os eleitores às políticas de austeridade.
"Em um mês e meio o povo desaprovou o memorando em duas ocasiões. E o governo não pode fazer o que quer sem levar o povo em conta", disse em alusão também às eleições do último dia 6 de maio.
Cerca de 9,9 milhões de gregos estavam convocados a votar nestas eleições depois que o pleito do último dia 6 de maio resultou em uma fragmentação do Parlamento que impediu a formação de governo.
Estas eleições estão consideradas cruciais para o futuro da Grécia dada a delicada situação financeira do país mediterrâneo, afligido por uma elevada dívida soberana e um forte empobrecimento da população.
A Grécia se encontra no quinto ano de recessão e enfrenta duras medidas de austeridade impostas pelos credores internacionais como contrapartida para receber créditos destinados a pagar sua dívida.
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