12:18


15 de Abril de 2010

 

Patrocinado por




Você está em Economia
Início do conteúdo

Consumidor está mais otimista, mas não crê em alta de renda, diz CNI

Índice Nacional de Expectativa do Consumidor tem alta de 2% em outubro e bate recorde anterior

05 de novembro de 2010 | 15h 47
Eduardo Rodrigues, da Agência Estado

BRASÍLIA - Depois de uma ligeira queda em setembro, o otimismo do consumidor brasileiro voltou a crescer em outubro, de acordo com o Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (Inec), trabalho divulgado nesta sexta-feira, 5, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). No mês, o indicador apresentou alta de 2% e atingiu os 120,7 pontos, ultrapassando o recorde anterior, de agosto deste ano, quando chegou a 119,3 pontos.

Segundo a CNI, a melhora das perspectivas dos consumidores na comparação com setembro se deve, principalmente, às melhores avaliações em relação ao desemprego e à inflação. Ante o mês anterior, o indicador que mede expectativa sobre a evolução do emprego teve aumento de 6% e também atingiu seu maior patamar desde o início da série histórica, em 2001.

Da mesma forma, o índice de expectativa de inflação melhorou 5,9% em outubro, alcançando sua maior pontuação desde setembro de 2006. Além disso, a proporção de consumidores que afirmaram ter reduzido suas dívidas também aumentou, com o índice de endividamento mostrando melhora de 3,3% no mês, chegando também a um patamar inédito para a pesquisa.

O índice de compras de bens de maior valor também cresceu em outubro, mas em menor velocidade, com expansão de 0,5%. Já o indicador de situação financeira dos consumidores se manteve quase estável, com queda de 0,1%, mas ainda acima de sua média histórica.

De acordo com a CNI, apenas as perspectivas de evolução da própria renda se deterioraram em outubro, com queda de 1,3% na comparação com o mês anterior. Ou seja, apesar de enxergarem com otimismo o cenário econômico do País, os consumidores têm menos expectativa de aumento de seus rendimentos nos próximos meses. 


Siga o @EstadaoEconomia no Twitter