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15 de Abril de 2010

 

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Crise do euro prejudica economia dos EUA e do mundo, diz Bernanke

Mercados financeiros e Europa permanecem sob estresse significativo, o que gera efeitos colaterais sobre as economias, segundo presidente do banco central americano

17 de julho de 2012 | 13h 35
Danielle Chaves, da Agência Estado

WASHINGTON - O presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, destacou em testemunho ao Senado dos Estados Unidos os dois principais riscos para a economia americana: as intensificadas tensões relacionadas à crise de dívida na Europa e o caminho insustentável da política orçamentária do país.

"Os mercados financeiros e a economia da Europa permanecem sob estresse significativo, com efeitos colaterais sobre as condições financeiras e econômicas no restante do mundo, incluindo os Estados Unidos", disse Bernanke. A autoridade acrescentou que "a possibilidade de que a situação na Europa piore ainda mais continua sendo um risco significativo para as perspectivas". Os formadores de política dos Estados Unidos estão se comunicando frequentemente com autoridades europeias, disse.

Bernanke repetiu aos legisladores dos EUA a promessa de que vai agir rapidamente para resolver as dúvidas sobre se os cortes programados nos gastos e os aumentos de impostos prejudicarão a economia no começo de 2013.

Ele também sinalizou preocupações com as apertadas condições dos empréstimos, com o nível geral relativamente baixo da confiança das pessoas físicas em razão das dúvidas sobre emprego e renda, com a recente desaceleração na produção manufatureira e com indicadores que têm mostrado que a demanda por investimentos pode diminuir ainda mais.

"Em parte, a desaceleração do crescimento na produção e nos investimentos de capital parecem refletir estresses econômicos na Europa, que, junto com o esfriamento da economia de outros parceiros comerciais, está limitando a demanda dos exportadores dos Estados Unidos", declarou Bernanke.

Embora o debilitado mercado imobiliário dos Estados Unidos venha mostrando "modestos sinais de melhora", muitos fatores ainda impedem um progresso maior, segundo Bernanke. A autoridade também observou que a inflação diminuiu à medida que os preços do petróleo caíram nos últimos meses. Desde janeiro o Fed afirma que pretende manter as taxas básicas de juros perto de zero pelo menos até o fim de 2014. As informações são da Dow Jones.





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