Crise europeia e desaceleração da China devem limitar crescimento do Japão, diz FMI
Expectativa é que expansão do PIB país asiático fique em 1,5% no ano que vem; em 2012, projeção é de 2,4%
WASHINGTON - O Fundo Monetário Internacional (FMI) divulgou hoje sua revisão anual sobre a economia do Japão, na qual afirma que a crise da dívida na Europa e a desaceleração da China estão pesando sobre as projeções para o país, o que deve limitar o crescimento do PIB a 1,5% no ano que vem.
Segundo o FMI, embora a demanda doméstica ajude na recuperação japonesa, "os riscos para a projeção econômica se tornaram negativos, em função da turbulência na Europa e da possibilidade de uma desaceleração mais acentuada do que o esperado na China".
Este ano, a economia do Japão deve crescer 2,4%, após a contração de 0,7% no ano passado, quando o país foi atingido por um terremoto seguido de tsunami.
O FMI afirma ainda que, embora o aumento no imposto sobre consumo seja um passo importante para demonstrar o compromisso do governo com a reforma fiscal, a medida não chega perto de ser suficiente para atingir os ajustes fiscais de cerca de 10% do PIB ao longo da próxima década. O Fundo argumenta que uma maior consolidação é necessária, mas que ela deve desenvolvida para limitar o impacto no crescimento no curto prazo e melhorar os incentivos para o trabalho e os investimentos.
A equipe do FMI acredita que o Japão precisa de reformas abrangentes para estimular um crescimento econômico maior, como a remoção de barreiras para o emprego de mulheres e a desregulamentação da agricultura, eletricidade e do setor de serviços.
O Fundo afirma ainda que o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) deve afrouxar a política monetária para conseguir cumprir sua meta de uma inflação de 1%. Em um relatório separado, o FMI diz também que as autoridades japonesas deveriam fortalecer a fiscalização dos riscos no sistema financeiro, incluindo uma avaliação melhor da exposição das instituições aos bônus soberanos do país e a ações. As informações são da Dow Jones.
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