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Dez simuladores e ferramentas gratuitos para você cuidar do seu dinheiro

Na internet, é possível encontrar muitas opções, que imitam desde aplicações em renda fixa até ações

13 de julho de 2012 | 11h 55
Yolanda Fordelone - estadão.com.br

SÃO PAULO - As ferramentas de finanças pessoais disponíveis na internet têm sido uma porta de entrada para muitos investidores, principalmente no mercado de ações. Eles começam a conhecer a operação, simulando o que aconteceria com o dinheiro, caso tivessem a 'coragem' para arriscar. Checam resultados, começam a entender o mercado e, a partir daí, deixam o mundo virtual para efetivamente investir.

O publicitário David Barros, de 31 anos, percorreu esse caminho. No início, ele apenas simulava seu investimento no mercado de ações. O que ele chamou de 'treinamento' durou cinco meses. "Foi no fim de 2010. Tinha vontade de aprender como o mercado funcionava e procurei informações na internet", lembra. "No final, fui convidado a entrar em um clube de investimentos e desde então parei de entrar no simulador", diz.

Segundo especialistas, hoje há muitas ferramentas úteis, que imitam desde aplicações em renda fixa até ações. "Na internet, existe muita coisa de qualidade. As próprias corretoras e bancos desenvolveram simuladores próprios. Nesses casos, o investidor só precisa ficar atento para não ser direcionado para algum tipo de produto", afirma o professor e educador financeiro Mauro Calil, gerente geral do Instituo Nacional de Investidores (INI). Ele acredita que essas ferramentas atendem a uma demanda maior por informações financeiras, que começou a surgir a partir do controle inflacionário.

Regra geral, os simuladores exigem um cadastro simples, com nome, CPF e e-mail. Não há necessidade de dados confidenciais, como número de conta corrente e senha. Depois disso, para 'treinar' no mercado de ações, o investidor monta sua carteira com os papeis de empresas e poderá acompanhá-la periodicamente.

Os simuladores também são usados para calcular as parcelas de um empréstimo ou mesmo projetar o valor final de uma aplicação em títulos públicos. Essas ferramentas costumam, ainda, oferecer a possibilidade de comparar o ganho entre diversas aplicações.

"O simulador é uma ferramenta importante para quem quer entender o mundo real dos investimentos", diz a consultora da BM&F Bovespa, Tércia Rocha. "É possível experimentar um pouco. É um mundo real com dinheiro virtual", resume.

A consultora Márcia Dessen, contudo, faz uma ressalva. "É preciso ficar atento à taxa de juros usada nas ferramentas que projetam a rentabilidade de uma aplicação. Segundo ela, em geral, as pessoas tendem a ser otimistas e colocar taxas altas, o que distorce o cálculo e acaba dando resultados distantes do que o investidor terá na realidade. Além disso, ela comenta que os bons simuladores são aqueles que já dão a rentabilidade líquida ao investidor, descontado o Imposto de Renda e custos.

De ações a títulos públicos. Entre as ferramentas de investimentos, as da Bolsa ganham destaque. No SimulAção e no Simulador do Tesouro, é possível fazer aplicações fictícias e verificar o resultado. No caso da ferramenta de ações, você simula o ambiente de um home broker, com todas as cotações em tempo real. No Tesouro Direto, é possível verificar qual a quantia a ser resgatada, de acordo com o título e as aplicações. Custos de transação e o Imposto de Renda já são descontados no cálculo. Além disso, o rendimento dos títulos é comparado ao da poupança - por enquanto, pela regra antiga. A Bolsa atualmente trabalha na atualização das regras.

Outra ferramenta interessante é o Escolha seu Fundo, do site Como Investir, da Anbima. Lá, o investidor consegue fazer diversos tipos de comparação entre as carteiras, usando filtros como aplicação inicial, taxa de administração, categoria do fundo, entre outros. Na mesma linha, mas um pouco mais simples, está o Portal do Investidor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Na pesquisa de tarifas bancárias há o Star da Febraban. Para comparar juros cobrados pelos bancos, há o Perfil Cidadão, do Banco Central. No BC, também há calculadoras de prestações de financiamento e juros para os endividados e um conversor de moedas para quem vai viajar para o exterior.

Depois de muito treinar, Barros agora só opera no "mundo real" e continua em busca de mais conhecimento financeiro. "Algumas coisas os simuladores não ensinam, como ter uma conta em uma corretora para aplicar, por exemplo", afirma.

Para aperfeiçoar seu perfil investidor, ele já fez um curso pela própria Bolsa e atualmente se reúne uma vez por mês com os participantes do clube de investimento. "Definimos o que o clube vai comprar, vejo a opinião de outras pessoas e passo a observar ações que às vezes nem estava visualizando", diz.



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