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15 de Abril de 2010

 

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Dilma acha ‘impertinente’ debate sobre veto à lei de royalties, diz Cabral

 Senadores do Rio de Janeiro tentarão adiar a votação sobre o veto à divisão entre os Estados

03 de outubro de 2011 | 17h 36
Mônica Ciarelli, da Agência Estado

RIO - O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral (PMDB), garantiu nesta segunda-feira, 3, que a presidente Dilma Rousseff considera "impertinente" o debate em torno do fim do veto a mudanças da lei dos royalties. Segundo ele, a presidente manifestou sua posição durante reunião no último sábado.

O governador afirmou que vai solicitar à presidente que antecipe a sua declaração de veto a qualquer iniciativa legislativa que possa prejudicar os Estados produtores de petróleo.

Ele lembrou que o presidente Lula adotou essa estratégia no auge na discussão do novo marco regulatório, o que ajudou a acalmar os ânimos. "Ela (Dilma) dizer que não aceita mudanças nos (blocos exploratórios) já licitados seria muito bem visto", disse Cabral. E completou: "Ela pode se antecipar e dizer que esse tipo de condução vai levar ao veto", completou.

No encontro, o governador fez questão de lembrar os acordos firmados durante o governo Lula, quando Dilma era ministra da Casa Civil. "Eu confio na presidente, não tenho motivos para não acreditar", afirmou. Cabral aproveitou ainda para lembrar à presidente da Republica que apenas cinco dos 92 municípios do Rio de Janeiro não recebem participação especial de royalties do petróleo.

 Votação

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que a estratégia da bancada do Rio no Senado será tentar o adiamento da votação do veto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à divisão dos royalties do petróleo entre os Estados produtores e não-produtores. "Vamos tentar obstruir e ganhar essa semana", disse ele, que se mostrou otimista quanto ao adiamento da votação, marcada para quarta-feira. Segundo ele, os senadores Francisco Dornelles(PP)e Marcelo Crivella (PRB) foram hoje cedo a Brasília para tratar do adiamento.

Para Lindbergh, o adiamento é necessário também porque a presidente Dilma Rousseff está no exterior. Segundo o senador, com a volta dela, poderá surgir um debate que extrapole a questão dos royalties. "Queremos chamar uma discussão sobre a Federação e tirar a pressa desse debate", disse o senador, que participa agora de uma reunião da bancada federal do Rio com o governador Sérgio Cabral.


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