12:18


15 de Abril de 2010

 

Patrocinado por




Você está em Economia
Início do conteúdo

Dilma cobra Mantega sobre crise no Tesouro Nacional

06 de dezembro de 2013 | 7h 30
MARCELO DE MORAES, JOÃO VILLAVERDE E ADRIANA FERNANDES - Agencia Estado

BRASÍLIA - A revolta do corpo técnico do Tesouro Nacional com a condução da política fiscal comandada pelo secretário Arno Augustin foi tratada na quinta-feira, 5, pela presidente da República, Dilma Rousseff, com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em reunião de quase duas horas no Palácio da Alvorada. As resistências na equipe do Tesouro desencadearam uma operação para abafar a repercussão negativa do vazamento da crise interna, e assim mostrar que Augustin mantêm o controle sobre os técnicos do Tesouro.

Segundo apurou o jornal O Estado de S. Paulo junto a um auxiliar presidencial, Dilma abordou o tema e mostrou grande incômodo com o fato de ter sido informada sobre a revolta no Tesouro por meio da imprensa. A informação foi divulgada na noite de quarta-feira, 4, pelo Broadcast, o serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, e depois na edição de ontem do jornal.

De acordo com fonte graduada do Palácio do Planalto, a presidente não gostou de descobrir uma crise numa área sensível e crucial do governo federal, e cobrou que deveria ter sido informada da reunião que ocorreu no dia 22 de novembro no Ministério da Fazenda. Na ocasião, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, ouviu críticas sobre a política fiscal e relatos de questionamentos de investidores que têm prejudicado a atuação do governo no mercado. Todos os subsecretários e todos os 19 coordenadores-gerais estavam presentes.

Na ocasião, os técnicos fizeram uma apresentação ao secretário sobre a condução da política econômica e da política fiscal, em especial, e apontaram dificuldades crescentes para a rolagem de títulos no mercado - por causa do mau humor de investidores, o Tesouro tem sido obrigado a pagar taxas de juros cada vez maiores nos títulos que oferece. Esse movimento encarece o perfil da dívida pública brasileira, e os técnicos temem que isso se retroalimente.

Motim

Internamente, o movimento de revolta dos técnicos do Tesouro tem sido chamado de "motim" por servidores de outras áreas. Uma fonte qualificada da área econômica afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que "o clima está pesado" nos corredores do Ministério da Fazenda. Dilma cobrou de Mantega explicações sobre o fato de subordinados de Augustin estarem incomodados com a gestão dele.

Da reunião em Brasília, Mantega partiu para São Paulo, onde defendeu a gestão de Augustin durante seminário a empresários. "Não há crise no Tesouro", afirmou Mantega, para quem Augustin "cumpre as missões, principalmente na área de dívida pública".

Na força-tarefa para abafar a crise, o próprio Augustin concedeu entrevista ao jornal para negar que a reunião para aparar as arestas na cúpula do Tesouro realizada no fim de novembro tenha gerado uma turbulência na instituição. "Não há nenhum descontrole no Tesouro", disse. Ele citou o "excelente" desempenho dos títulos públicos ofertados ontem pelo Tesouro ao mercado. Mas o Tesouro acabou reduzindo drasticamente o volume de títulos ofertados, principalmente de longo prazo, para evitar maior volatilidade.

Além disso, a assessoria do Ministério da Fazenda enviou uma nota à imprensa na qual os coordenadores-gerais "refutam" a informação de que "haja clima de rebelião, confronto ou insubordinação no relacionamento entre os coordenadores, os subsecretários e secretário do Tesouro Nacional". A nota não foi assinada. Mas o coordenador de planejamento estratégico, Otávio Ladeira, disse que o texto foi feito por todos os coordenadores, por decisão própria.

Mesmo diante das dificuldades para se cumprir a meta fiscal, Augustin reiterou que a forte entrada de receitas extraordinárias no caixa do governo em novembro vai assegurar a meta de poupar R$ 73 bilhões para o pagamento de juros da dívida pública, o superávit primário. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Estadão PME - Links patrocinados

Anuncie aqui


Você já leu 5 textos neste mês

Continue Lendo

Cadastre-se agora ou faça seu login

É rápido e grátis

Faça o login se você já é cadastro ou assinante

Ou faça o login com o gmail

Login com Google

Sou assinante - Acesso

Para assinar, utilize o seu login e senha de assinante

Já sou cadastrado

Para acessar, utilize o seu login e senha

Utilize os mesmos login e senha já cadastrados anteriormente no Estadão

Quero criar meu login

Acesso fácil e rápido

Se você é assinante do Jornal impresso, preencha os dados abaixo e cadastre-se para criar seu login e senha

Esqueci minha senha

Acesso fácil e rápido

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Cadastre-se já e tenha acesso total ao conteúdo do site do Estadão. Seus dados serão guardados com total segurança e sigilo

Cadastro realizado

Obrigado, você optou por aproveitar todo o nosso conteúdo

Em instantes, você receberá uma mensagem no e-mail. Clique no link fornecido e crie sua senha

Importante!

Caso você não receba o e-mail, verifique se o filtro anti-spam do seu e-mail esta ativado

Quero me cadastrar

Acesso fácil e rápido

Estamos atualizando nosso cadastro, por favor confirme os dados abaixo