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Economia brasileira deve cresce 5,9% em média nos próximos 5 anos, diz Fazenda

Ministério da Fazenda aumentou de 6,5% para 7,5% a estimativa de crescimento do PIB em 2010

21 de outubro de 2010 | 13h 09
Adriana Fernandes, da Agência Estado

BRASÍLIA - O Ministério da Fazenda reestimou para 5,9% o crescimento médio da economia, nos próximos cinco anos, incluindo 2010. No boletim anterior, o Ministério previa um crescimento médio de 5,7%.

Na 8ª edição do boletim Economia Brasileira em Perspectiva, referente aos meses de agosto e setembro, o Ministério da Fazenda aumentou de 6,5% para 7,5% a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil , em 2010.

A Fazenda também elevou de 9,1% para 10,3% a previsão de crescimento da demanda interna em 2010. De acordo com o boletim, a demanda interna deve atingir o patamar de crescimento de 10,3%, o maior dos últimos anos, sem refletir o aumento de preços. Isso porque a parcela excedente da demanda será atendida pelo setor externo. O Ministério da Fazenda prevê uma queda de 2,8% da demanda externa.  A previsão anterior era de um recuo de 2,6%. O MF projeta que ao final de 2010 os investimentos (formação bruta de capital fixo) fiquem em 19,1% do PIB.

Segundo a Fazenda, o BNDES, a Petrobrás e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) são responsáveis por grande parte da retomada dos investimentos em 2010. Para os próximos anos, segundo o boletim, com a Copa do Mundo, Olimpíadas e o PAC 2, o governo prepara uma série de medidas para criar condições de financiamento a longo prazo para o setor privado.

Emprego

O Ministério da Fazenda está mais otimista com a criação de empregos no País em 2010. Na 8ª edição do Boletim "Economia Brasileira em Perspectiva" o Ministério elevou de 2,202 milhões para 2,350 milhões a geração liquida de empregos no País. Para a Fazenda, o total de empregos gerados no governo Lula, entre 2003 e 2010, pode chegar a 15 milhões de vagas. Segundo a Fazenda, a retomada do crescimento econômico contribuiu para a geração de novos postos de trabalho.

O Ministério também destaca que a taxa de desemprego em 2010 é a menor da história e reflete o dinamismo atual da atividade econômica e a melhoria da qualidade do emprego. Segundo o Ministério, em setembro, a taxa de desemprego ficou 6,2%, o menor índice desde que a série histórica foi construída, em março de 2002. (Adriana Fernandes)





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