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Em evento com Dilma, Raúl Castro critica lucro das multinacionais

Presidente de Cuba acredita que 'crescimento desmedido' das empresas prejudica a balança de pagamentos dos países latino-americanos

28 de janeiro de 2014 | 15h 04
Vera Rosa, enviada especial de O Estado de S.Paulo

HAVANA - Na abertura da Segunda Cúpula da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), o presidente de Cuba, Raúl Castro, criticou o "crescimento desmedido" dos lucros das empresas multinacionais que, no seu diagnóstico, têm impacto sobre a balança de pagamento dos países da região.

A presidente Dilma Rousseff também participou da cerimônia de abertura da Celac, quando imagens dos 33 países que fazem parte da cúpula foram exibidas em imensos telões, no centro de convenções onde se realiza o evento, em Havana. Na apresentação do Brasil foram mostradas cenas do Rio de Janeiro e de praias. Como fundo musical, Aquarela do Brasil, de Ary Barroso.

Castro fez a declaração nesta terça-feira, um dia após inaugurar, ao lado de Dilma, a primeira etapa do Porto de Mariel, obra financiada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Localizado a 45 quilômetros de Havana, Mariel recebeu do Brasil injeção de recursos de US$ 802 milhões, até agora. Na segunda-feira, Dilma anunciou que serão investidos mais US$ 290 milhões na Zona de Desenvolvimento Especial.

"São inegáveis os benefícios do investimento estrangeiro direto para as economias da região e das injeções de capital das empresas multinacionais que operam nela, porém esquecemos que o crescimento desmedido dos lucros que obtêm, 5,5 vezes nos últimos nove anos, afeta seu impacto positivo sobre a balança de pagamentos dos nossos países", disse Castro. Para ele, é preciso delinear "políticas adequadas nas relações com o investimento estrangeiro" e com as empresas multinacionais que operam nos países integrantes da Celac.

'Criminoso'. Em seu discurso, Raúl Castro agradeceu a solidariedade dos países da cúpula diante do "criminoso bloqueio" imposto a Cuba pelos Estados Unidos há mais de meio século e da "injusta inclusão" de seu país na lista de patrocinadores do terrorismo. Atacou, ainda, a existência de um "sistema global de espionagem das comunicações por parte do governo dos Estados Unidos da América" e disse que houve "flagrante violação do Direito Internacional e a da soberania dos Estados".

Ele usou palavras de seu irmão, o líder cubano Fidel Castro, para observar que a América Latina e o Caribe estão submetidos a uma "doutrina cada vez mais agressiva e perigosa".

Castro saudou a iniciativa de Dilma de convocar para abril uma reunião multissetorial sobre Governança na Internet, a ser realizada em São Paulo. Disse que o emprego ilegal dos sistemas informáticos de outras nações para "agredir a terceiros países" causa preocupação. Em outubro do ano passado Dilma cancelou visita aos Estados Unidos após descobrir que suas correspondências haviam sido monitoradas pela Agência de Segurança Nacional (NSA) norte-americana.

"O único caminho para prevenir e enfrentar estas novas ameaças é a cooperação mancomunada entre todos os Estados, para evitar que o ciberespaço se torne um teatro de operações militares", insistiu Castro. "Não podemos esquecer a longa história de ingerência nos assuntos internos, invasões militares e de sangrentos golpes de Estado.

Os chamados 'centros de poder' não se conformam com terem perdido o controle desta rica região nem renunciarão às tentativas de mudar o curso da história em nossos países para recuperar a influência perdida e se beneficiarem dos seus recursos".

A Celac tem como principal tema o combate à pobreza, a fome e a desigualdade. Logo na abertura da sessão, Raúl Castro elogiou o presidente da Venezuela Hugo Chávez, morto no ano passado, e pediu um minuto de silêncio em homenagem ao amigo, chamado por ele de "incansável promotor e lutador pela independência, a cooperação, a solidariedade, a integração e a unidade latino-americana e caribenha".





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