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15 de Abril de 2010

 

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Escândalo no Barclays destaca necessidade de imposto, diz UE

Em discurso no Parlamento europeu, Barroso afirmou que práticas que alimentaram a crise financeira ainda não estão erradicadas no setor financeiro 

03 de julho de 2012 | 10h 28
Clarissa Mangueira e Danielle Chaves, da Agência Estado

LONDRES - O presidente da União Europeia, José Manuel Barroso, disse que o recente escândalo no Barclays sobre derivativos com a taxa de juros Libor demonstrou uma "negociação e manipulação de mercado temerárias" e reforçou a necessidade de um imposto novo sobre o setor financeiro.

Em um discurso no Parlamento europeu, em Strasbourg, Barroso afirmou que "nós vimos mais uma vez nos últimos meses e semanas nos Estados Unidos e na Europa, incluindo algumas das maiores instituições financeiras, que práticas que alimentaram a crise financeira ainda não estão erradicadas do setor.

"Novamente, nós enfrentamos negociação e manipulação de mercado temerárias", disse Barroso. "É hora dessas práticas pararem de uma vez por todas. E é hora do setor, que deve muito aos contribuintes, aceitar devolver uma parte justa para a sociedade."

O Barclays concordou em pagar 290 milhões de libras (US$ 452 milhões) na semana passada para encerrar uma longa investigação de órgãos reguladores dos Estados Unidos e do Reino Unido sobre alegações de que traders no banco tentaram manipular as taxas de juros interbancárias. A Comissão Europeia está realizando sua própria investigação sobre o caso. Na semana passada, o porta-voz da Comissão afirmou que a União Europeia estava dando "alta prioridade" para avançar com a investigação.

Problema

O escândalo que envolve o banco britânico se ampliou hoje com a renúncia do executivo-chefe, Robert Diamond, em seguida ao anúncio, ontem, de que o presidente da instituição, Marcus Agius, deixaria o cargo. Para analistas da Investec, o caso agora provavelmente vai se transformar de um assunto do Barclays para um problema mais amplo do setor bancário.

As investigações ainda em curso envolvem uma série de bancos globais, entre eles Citigroup, Deutsche Bank, HSBC Holdings, JPMorgan Chase e Royal Bank of Scotland Group.

Nesta terça-feira, 3, Diamond se apresentará ao Comitê de Seleção do Tesouro no Parlamento britânico para responder perguntas sobre a manipulação da taxa interbancária em Londres, a Libor. Com a saída de Diamond, Agius foi reconduzido ao cargo para ajudar na busca por executivos para ocupar os dois cargos.

As ações do Barclays operam com volatilidade em Londres e chegaram a cair 3,0% antes de se recuperarem e passarem para o terreno positivo. Às 8h25 (de Brasília), as ações subiam 4,27%. As informações são da Dow Jones. 





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